29 de diciembre de 2008

Desmitificando Akakor

Desmitificando Akakor


En el 2005 dimos a conocer, Akakor: La Leyenda de los Ugha Mongulala, artículo que se puede consultar en este blog. Este trabajo mostró que el famoso relato que tantos ríos de tinta hizo correr, sobre supuestas construcciones subterráneas de origen extraterrestre escondidas en las profundidades del Amazonas, solo fue una mentira ideada por Tatunca Nara, un supuesto descendiente de esa raza desaparecida, quién en realidad era un ciudadano germano, que había estado en prisión por algunos delitos cometidos, fugándose luego al Brasil en circuntancias que aún quedan por aclarar.


La delirante historia, que aún es citada como una realidad por muchos investigadores y estudiosos que desconocen los pormenores del caso, es un precedente importante para establecer los recaudos que se deben tomar cuando se trata de seguir creencias no siempre bien fundadas sobre el pasado del continente americano.
Que nuestra querida América esconde secretos, es algo que compartimos, así como la desinformación paralela que suele acompañar aquellos misterios. Nuestra tarea es separar lo real de los fantasioso, conservando siempre el norte en nuestra brújala personal, que evite cometer los errores que a tantos buscadores de estos enigmas perjudicó.


Presentamos aquí un trabajo realizado por el pesquisador de origen brasileño, Bruno Farías, que sobre Akakor vuelve a poner las cosas en su lugar, continuando aquel trabajo que iniciamos hace tres años. Se cita en su lengua original, que de todas maneras es de fácil comprensión.

Crímenes Reales tras la leyenda de Akakor


Espanhóis arrancam placas de ouro que cobriam as paredes de pedra da cidade inca de Cuzco, no Peru, em 1534 (Pintura de F. Blanch publicada no livro de Manuel Rodriguez Codolá)

Por séculos exploradores buscaram na região amazônica o esconderijo inca onde estariam as 650 toneladas de jóias e ouro que seriam pagas pelo resgate do imperador inca Atahualpa ao conquistador espanhol Francisco Pizarro. Essa história deu base à lenda de Akakor, uma suposta cidade localizada na região fronteiriça da Amazônia brasileira. O mito surgiu em 1976 com a edição de um livro baseado nos relatos do suposto príncipe Tatunca Nara, filho do rei índio Sinkaia com a missionária alemã Reina.


Mapa com as rotas de Jacques Costeau na Amazônia com indicações inseridas por B. M. Farias

Na obra “As Crônicas de Akakor”, do jornalista Karl Brugger, Tatunca fala de Lhasa, “...um filho dos Deuses, que governou no Sul do continente americano, às suas relações com o Egito, à origem dos Incas, à chegada dos Bárbaros [referindo-se aos vikings que chegaram à América do Norte no século X d.C.] e à aliança dos índios com dois mil soldados alemães”, durante a II Guerra Mundial. A publicação, com prefácio assinado pelo escritor Erich Von Däniken, mundialmente conhecido por “ERAM OS DEUSES ASTRONAUTAS?”), contava também sobre a história dos Ugha Mongulala, a aliança das 13 tribos indígenas escolhidas para proteger o império de Lhasa.Akakor, a capital do império, estaria na fronteira entre o Brasil e o Peru, nos sopés dos Andes, próxima à nascente do Rio Purus; e suas cidades, ocultas pela selva amazônica, seriam interligadas por amplas redes de túneis a antigos abrigos subterrâneos, tal qual é a crença de muitos pesquisadores, aventureiros e místicos do mundo todo. As ruínas, supostamente localizadas na região entre Brasil, Peru, Venezuela e Bolívia, foram localizadas nos anos 70 por um satélite e depois encontradas por um arqueólogo em uma expedição organizada por Däniken em 1977, que foi tema de uma reportagem da revista Veja em agosto de 1979. As supostas ruínas foram classificadas como morros de formato piramidal, mas a revista acreditou na suposta filiação alegada por Tatunca.




Tatunca Nara faz pose fantasiado de índio, e depois aparece vestido com roupas normais (Reprodução do vídeo de Wolfgang Brog "The Secret of Tatunca Nara")


Tatunca Nara: Índio ou alemão? - A história pode parecer ridícula, mas até hoje são encontradas ruínas incas proximas às fronteiras do Brasil. Brugger escreveu que “A história de Tatunca Nara só começou a parecer plausível quando, numa outra vez, encontrei um amigo, o oficial brasileiro M. Era membro do serviço secreto e fazia parte do ‘segundo departamento’. (...) A história de Tatunca Nara está documentada em jornais e começa em 1968, quando um chefe índio branco é mencionado por ter salvo a vida de doze oficiais brasileiros obtendo a sua libertação dos índios Haisha e levando-os para Manaus. Devido ao auxílio que prestou aos oficiais, Tatunca Nara foi recompensado com uma carteira de trabalho e um documento de identidade”.









Pesquisadores estrangeiros assassinados/desaparecidos depois de andarem com Tatunca Nara: Herbert Wanner, da Suíça - John Reed, dos EUA - Christine Reuser, alemã - Karl Brugger, Alemão (Reprodução dos vídeos de Wolfgang Brog e do Fantástico)


O livro foi lançado em vários países, mas Brugger foi assassinado em 1984 no Rio de Janeiro. O processo conta que ele e Tatunca estariam brigando pelos lucros da publicação. Gunther Hauck (nome verdadeiro do suposto índio) também foi acusado pela morte de outras 3 pessoas: do americano John Reed, em 1980; do suíço Herbert Wanner, em 1984; e da alemã Christine Heuser, em 1987. O padre Casimiro, missionário salesiano de Manaus especialista em linguas indígenas, foi encarregado de traduzir o que Tatunca falava em 1971, quando estava sob custódia dos militares. O religioso percebeu que, além de ser incapaz de se expressar como um índio, ele tinha sotaque germânico – minutos depois, o prisioneiro começou a falar alemão fluentemente. A ex-esposa alemã de Tatunca, Christa, foi trazida ao país em 1989 pela revista alemã Der Spiegel, encontrou o ex-marido e o reconheceu, mas ele negou ser Hauck, já que tem documentos brasileiros afirmando que ele realmente seria índio.



Registros de Hauck na Alemanha e no Brasil (Reprodução dos vídeos de Wolfgang Brog e do Fantástico, da Rede Globo)


Ligações com a guerrilha e com os órgãos de repressão da ditadura militar - De acordo com João Bosco Valente, da Procuradoria Geral do Estado do Amazonas, Tatunca pode ter adquirido o documento com a ajuda de alguém das forças armadas, pois ele morou em alojamentos militares, quando pode ter sido usado como agente infiltrado na guerrilha pelo exército brasileiro. O governo do Peru chegou até a pedir a sua extradição e, por ordem do governador do Acre, Tatunca foi preso em 1972. Mas, segundo Brugger, “Pouco antes da sua extradição para o Peru, os oficiais seus amigos libertaram-no da prisão de Rio Branco e tornaram a levá-lo para Manaus”. Um documento da procuradoria relata que o falsário usava mão-de-obra indígena em regime de exploração na colheita da piaçava, que ele trocava com os índios por bugigangas, e também que ele foi informante do DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna, onde eram torturados os que se opunham à ditadura militar), do SNI (Serviço Nacional de Informações) e do CMA (Comando Militar da Amazônia) a partir de 1972: “... neste último tendo contato íntimo com o então Major Thaumaturgo, hoje General, que na época ajudou a criar a estrutura da 7ª Seção do CMA. Tatunka passava informações à respeito da atuação de funcionários da FUNAI, de políticos e do então prefeito de Barcelos, de nome Manoel”. Valente interrogou mais de 20 pessoas, inclusive Gunther e sua esposa brasileira, Anita, e disse que a Polícia Federal brasileira entrou no caso bem antes do ministério público, mas por algum motivo desconhecido, não prosseguiu com as investigações. Numa reportagem feita pelo Fantástico em 1990, o diretor-geral da Polícia Federal Romeu Tuma garantiu que, se Hauck realmente fosse um homicida, seria julgado pelo código penal brasileiro, e que se fosse comprovado o crime de falsidade ideológica, podendo inclusive cumprir a pena no Brasil antes de ser deportado. Entretanto, o alemão continua livre até hoje.



Relatório da Procuradoria Geral do Estado do Amazonas que denuncia a ligação de Tatunca Nara com órgãos de repressão da ditadura militar (Reprodução do vídeo de Wolfgang Brog "The Secret of Tatunca Nara")


Segundo Tatunca Nara, em entrevista no ano passado, pelo menos 80% do livro seria uma mentira criada por Brugger, Alegação que não procede, já que Hauck gravou o relato em fitas que viraram um programa de rádio. Existem registros, na prisão da cidade alemã de Nuremberg, de que o falsário já usava a alcunha de “Tatunge Nare” na Alemanha, antes de fugir para o Brasil em 1968. E, muitos elementos da história criada por Gunther para construir a lenda de Akakor encontram-se em obras da literatura da primeira metade do século passado. Segundo um morador de Barcelos não quis se identificar, o falsário teria inventado a história para que os turistas bancassem sua busca por diamantes, e em uma entrevista exclusiva, Tatunca disse que muita gente já morreu indo atrás dele e confirmou: “Eu não posso nem vender um diamante!”. Sua esposa Anita, que repetiu para o explorador Jacques Costeau as mentiras contadas pelo marido, é ligada à prefeitura do município de Barcelos, capital nacional do peixe ornamental, onde certos espécimens chegam a valer US$ 5 mil no mercado negro, e Tatunca já foi citado em jornais por envolvimento com a biopirataria, além de ter sido ser citado numa CPI de biopirataria ao ser pego pela Polícia Federal com uma coleta de 350 peixes e plantas junto a outros 6 “turistas” alemães. Mesmo assim, Tatunca continua guiando estrangeiros com autorização do IBAMA na região onde estariam as supostas pirâmides, nas montanhas do alto rio Padauari, entre o Amazonas e a Venezuela, local onde ele também enganou Jacques Costeau e a revista Veja.




Reprodução de trechos do relatório da CPITRAFI de 1997


Onde Tatunca Nara dizia estar Akakor, existe Chan Chan, a capital do império Chimu, declarada pela UNESCO como Herança Cultural da Humanidade, com uma importância comparável às do Egito, Mesopotâmia, Índia, China e de Teotihuacán no México. A cidade, que fica a 15 km da fronteira do Peru com o Brasil, foi escavada nos anos 60. Mas Tatunca agora nega a existência das cidades perdidas. Questionado quanto às ruínas de Chan Chan e a outros achados arqueológicos recentes, Tatunca mudou novamente de opinião e respondeu que “pode até demorar, mas a verdade sempre aparece”. Mentiras e informações desencontradas à parte, a maioria dos documentos escritos pré-colombianos foi destruída pela Igreja Católica, e o grande público sabe muito pouco sobre o que se passou por aqui antes da chegada de Colombo em 1500. Infelizmente, a impunidade poderá causar ainda mais mortes, e a escassez de provas históricas concretas unida à desinformação continuará gerando mais polêmicas...




Ruínas encontradas nas fronteiras entre o Brasil, o Peru, a Bolívia e a Venezuela: Fortaleza inca de Las Piedras, na Bolívia (Dr. Martti Parsinen); Serra da Muralha, em Rondônia (Reprod. do site Ziguraths Brasil) - Ruínas de Chan Chan, no Peru (George Delange)- Geoglifos no Acre (Dr. Alceu Ranzi)


BOX: ONG AKAKOR ENCONTRA TÚNEIS EM PIRÂMIDE NA BOLÍVIA A organização Akakor Geographical Exploring que, guiada por Tatunca Nara, localizou em 2007 a caverna com o maior desnível da América do Sul (670 metros), divulgou no início de setembro no boletim da Sociedade Brasileira de Espeleologia a descoberta de túneis nos subterrâneos de uma pirâmide a 70 Km de La Paz, na Bolívia. Ao ser questionada no ano passado pelo historiador paulista Celso Torres por ter usado um guia citado em uma CPI da biobirataria, a ONG respondeu que não tem nenhuma ligação com o passado dos guias que contrata e que sequer tinha conhecimento dos crimes atribuídos ao alemão.




Reprodução do informativo da Sociedade Brasileira de Espeleologia em 11-09-2008


Véase:




- “História de España y de los pueblos hispanoamericanos hasta su independencia” - Manuel Rodriguez Codolá – M. Seguí Editor – Barcelona - Espanha;
- "Exploration Fawcett" - by Lt. P. H. Fawcett, arranged from his manuscripts, letters, logbooks, and records by Brian Fawcett - 1953 Hutchinson & Co. Publishers Ltd. - Londres - Inglaterra;- "Civilizações Perdidas - Procuradas há milhares de anos, elas seguem despertando muita curiosidade. Explore com a gente os vestígios deixados por seis cidades lendárias" - Fabiano Onça - Revista Mundo Estranho - mar/2008 - Editora Abril - São Paulo, SP - Brasil;
- "Mysteryes of Ancient South America - Harold T. Wilkins - Adventures Unlimited Press - Kempton, Illinois - EUA;
- "Cidades Perdidas e Antigos Mistérios da América do Sul" - David Hatcher Childress - Siciliano - São Paulo, SP - Brasil;
- "O Segredo dos Incas" - Siegfried Huber - 1961 Editora Itatiaia - Belo Horizonte, MG - Brasil;
- "Die Chronik von Akakor" - Karl Brugger - 1976 ECON Verlag, Dusseldorf - Alemanha;
- "O Enigma da Floresta - Numa imensa planície amazônica, no alto Rio Negro, três morros em form de pirâmide - que o exame das fotos indica serem um capricho geológico" - Revista Veja de 01-08-1979 - Acervo da Fundação Biblioteca Nacional - Brasil;
- "Jacques Costeau´s Amazon Journey" Jacques-Yves Costeau e Mose Richards - Harry N. Abrams, Inc. - New York - EUA;
- "COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO DESTINADA A `INVESTIGAR O TRÁFICO ILEGAL DE ANIMAIS E PLANTAS SILVESTRES DA FAUNA E DA FLORA BRASILEIRAS´ – CPITRAFI - RELATÓRIO" - Relator: Deputado Sarney Filho - Brasília, DF - Brasil;
- "Ministério Público promove audiência contra biopirataria" 24-11-1999 SITE MIDIANEWS acessado em set/2008 ( http://www.midianews.com.br/conteudo_imprime.php?sid=3&cid=2165 );
- "Peixes ornamentais garantem a economia de Barcelos-AM" - Site AMAZÔNIA: INTERESSES E CONFLITOS acessado em set/2008 ( http://www.comciencia.br/reportagens/amazonia/amaz21.htm );
- "Up the Rio Negro" - Site PACIFIC ISLAND TRAVEL Acessado em set/2008( www.pacificislandtravel.com/south_america/brazil/about_destin/uptherionegro.html );
- "Povos indígenas do Baixo Rio Negro reivindicam direitos em Assembléia da Asiba" -14/11/2001 - Site da ONG SOCIOAMBIENTAL acessado em set/2008 ( https://www.socioambiental.org/nsa/nsa/detalhe?id=95 );
- "Estabelecido novo recorde sul-americano de profundidade em cavernas" - Marcelo Augusto Rasteiro - Revista Ciência Hoje - 23-01-2007 - Brasil;
- Entrevista com João Bosco Valente, procurador do Estado do Amazonas em nov/2007;
- Entrevista com um morador anônimo de Barcelos/AM em dez/2007;
- Entrevista com Tatunca Nara em dez/2007;
- Entrevista com Osman Brasil, indigenista da FUNAI de Rondônia em fev/2008;
- Entrevista com o geólogo Carlos Giovanini em mar/2008;
- "Na Amazônia a polícia investiga o caso de Tatunca Nara, um homem de origem desconhecida, acusado de assassinato" - Reportagem do Fantástico de 07-10-1990 - Reprodução do pré-projeto do trabalho de conclusão de curso de jornalismo de B. M. Farias na Faculdade Estácio de Sá/SC;
- Documentário de Wolfgang Brog "The Secret of Tatunca Nara" - ONG Amazon Verde -Manaus/AM;
- "Fortifications related to the Inca Expansion" - Martti Pärssinen, Ari Siiriäinen and Antti Korpisaari - 2007 Instituto Íbero-Americano de Finlândia;
- "O Acre e o Império Inca" - Matéria publicada no Jornal Página 20, em 27/09/2006 Por: Alceu Ranzi;- "Geoglifos da Amazônia - Perspectiva Aérea" - Alceu Ranzi e Rodrigo Aguiar - 2004 Faculdades Energia - Florianópolis, SC - Brasil;- "Huaca del Dragón" The Delange Home Page acessada em abr/2008 ( http://www.delange.org/ ) - Reprodução do pré-projeto do trabalho de conclusão de curso de jornalismo de B. M. Farias na Faculdade Estácio de Sá/SC;
- "Equipe Zigurats Brasil - Segunda Expedição" - Site PORTAL PEGASUS acessado em set/2008 ( http://www.pegasus.portal.nom.br/noticias.htm );
- "Akakor descobre galerias na pirâmide de Akapana, na Bolívia" - Informativo da Sociedade Brasileira de Espeleologia SBE NOTÍCIAS, número 98 - set/2008.


Bruno Farías entrevista Tatunca Nara ( Parte 1)



Bruno Farías entrevista Tatunca Nara ( Parte 2)

3 comentarios:

  1. Que buena historia Débora..., interesante este artículo, lo estoy re leyendo.Saludos desde la Patagonia!!!

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  2. Jajajajaj. Ustedes no aprenden mas . Que facil es engañar a la.gente que quiere creer.... pero bueno. Es su decision . Me divirtio mucho la nota. Ya sospechaba yo que era falso el.tipo en el primer articulo suyo. Con esa fotito disfrazado de indio. Re truchoooo!!!! Jajajajaja. Es genial el loco ese

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  3. Respecto a su artículo debo decir: Akakor no es un documento que pueda considerarse prueba, pero tampoco podemos negar la red subterranea del Cuzco encontrada durante la construcción del sistema de alcantarillado de aguas servidas, de lo cual da fé la prensa peruana con fotografías indiscutibles; o las grandes entradas de construcción inexplicable que se pueden ver en el mismo Cuzco, tapadas mediante explosiones; así como la existencia de la cueva de los tayos de cuyo interior se llevaron reliquias arqueológicas a Europa y EEUU. En Cuenca de Ecuador está a la vista la cadena subterranea de la cual no han podido esconder la entrada que queda en Pumapunngo tras el Museo del Banco Central. Y quien explica las laminas de metalicas de oro cobre y planta con grabados de la antigua Sumeria que estuvieron en poder del padre Carlos Crespi, las que fueron entregadas por la gente nativa del oriente ecuatoriano. En mi opinión Crónicas de Akakaor resume mucho conocimiento ancestral, cultural y alienígena relatado por la gente de los Andes y la Amazonía cuya memoria han tratado de borrar con artículos sobre el cual comento ahora.
    No olviden la expedición de Benalcazar en busca del supuesto Dorado, en realidad buscaban Akakor.
    Disfruten el día y no intentemos tapar el sol con un dedo, la evidencia es inapelable
    Escribo como anónimo porque no deseo seguimiento en mis cuentas.
    Disculpas si molesto no es mi intención

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