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18 de junio de 2014

Alternativa Extraterrestre- Akakor -Entrevista- Audio- 17-06-14- Débora Goldstern

Alternativa Extraterrestre
Akakor -Entrevista
Audio 17-06-14
Débora Goldstern



Entrevista que me realizara Luz Mary López, del Centro de Investigaciones Ovni, (CIO), para su programa radial, "Alternativa Extraterrestre" (17-06-14).





Véase:
Centro de Investigaciones Ovnis (CIO)
http://www.ciouritorco.org/

24 de septiembre de 2013

AKAKOR REVISTADA- LA LEYENDA DE LOS UGHA MONGULALA - DÉBORA GOLDSTERN

AKAKOR REVISTADA
LA LEYENDA DE LOS UGHA MONGULALA
DÉBORA GOLDSTERN

Nueva relectura de uno de las leyendas subterráneas más emblemáticas. No se lo pierdan!


29 de diciembre de 2008

Desmitificando Akakor

Desmitificando Akakor


En el 2005 dimos a conocer, Akakor: La Leyenda de los Ugha Mongulala, artículo que se puede consultar en este blog. Este trabajo mostró que el famoso relato que tantos ríos de tinta hizo correr, sobre supuestas construcciones subterráneas de origen extraterrestre escondidas en las profundidades del Amazonas, solo fue una mentira ideada por Tatunca Nara, un supuesto descendiente de esa raza desaparecida, quién en realidad era un ciudadano germano, que había estado en prisión por algunos delitos cometidos, fugándose luego al Brasil en circuntancias que aún quedan por aclarar.


La delirante historia, que aún es citada como una realidad por muchos investigadores y estudiosos que desconocen los pormenores del caso, es un precedente importante para establecer los recaudos que se deben tomar cuando se trata de seguir creencias no siempre bien fundadas sobre el pasado del continente americano.
Que nuestra querida América esconde secretos, es algo que compartimos, así como la desinformación paralela que suele acompañar aquellos misterios. Nuestra tarea es separar lo real de los fantasioso, conservando siempre el norte en nuestra brújala personal, que evite cometer los errores que a tantos buscadores de estos enigmas perjudicó.


Presentamos aquí un trabajo realizado por el pesquisador de origen brasileño, Bruno Farías, que sobre Akakor vuelve a poner las cosas en su lugar, continuando aquel trabajo que iniciamos hace tres años. Se cita en su lengua original, que de todas maneras es de fácil comprensión.

Crímenes Reales tras la leyenda de Akakor


Espanhóis arrancam placas de ouro que cobriam as paredes de pedra da cidade inca de Cuzco, no Peru, em 1534 (Pintura de F. Blanch publicada no livro de Manuel Rodriguez Codolá)

Por séculos exploradores buscaram na região amazônica o esconderijo inca onde estariam as 650 toneladas de jóias e ouro que seriam pagas pelo resgate do imperador inca Atahualpa ao conquistador espanhol Francisco Pizarro. Essa história deu base à lenda de Akakor, uma suposta cidade localizada na região fronteiriça da Amazônia brasileira. O mito surgiu em 1976 com a edição de um livro baseado nos relatos do suposto príncipe Tatunca Nara, filho do rei índio Sinkaia com a missionária alemã Reina.


Mapa com as rotas de Jacques Costeau na Amazônia com indicações inseridas por B. M. Farias

Na obra “As Crônicas de Akakor”, do jornalista Karl Brugger, Tatunca fala de Lhasa, “...um filho dos Deuses, que governou no Sul do continente americano, às suas relações com o Egito, à origem dos Incas, à chegada dos Bárbaros [referindo-se aos vikings que chegaram à América do Norte no século X d.C.] e à aliança dos índios com dois mil soldados alemães”, durante a II Guerra Mundial. A publicação, com prefácio assinado pelo escritor Erich Von Däniken, mundialmente conhecido por “ERAM OS DEUSES ASTRONAUTAS?”), contava também sobre a história dos Ugha Mongulala, a aliança das 13 tribos indígenas escolhidas para proteger o império de Lhasa.Akakor, a capital do império, estaria na fronteira entre o Brasil e o Peru, nos sopés dos Andes, próxima à nascente do Rio Purus; e suas cidades, ocultas pela selva amazônica, seriam interligadas por amplas redes de túneis a antigos abrigos subterrâneos, tal qual é a crença de muitos pesquisadores, aventureiros e místicos do mundo todo. As ruínas, supostamente localizadas na região entre Brasil, Peru, Venezuela e Bolívia, foram localizadas nos anos 70 por um satélite e depois encontradas por um arqueólogo em uma expedição organizada por Däniken em 1977, que foi tema de uma reportagem da revista Veja em agosto de 1979. As supostas ruínas foram classificadas como morros de formato piramidal, mas a revista acreditou na suposta filiação alegada por Tatunca.




Tatunca Nara faz pose fantasiado de índio, e depois aparece vestido com roupas normais (Reprodução do vídeo de Wolfgang Brog "The Secret of Tatunca Nara")


Tatunca Nara: Índio ou alemão? - A história pode parecer ridícula, mas até hoje são encontradas ruínas incas proximas às fronteiras do Brasil. Brugger escreveu que “A história de Tatunca Nara só começou a parecer plausível quando, numa outra vez, encontrei um amigo, o oficial brasileiro M. Era membro do serviço secreto e fazia parte do ‘segundo departamento’. (...) A história de Tatunca Nara está documentada em jornais e começa em 1968, quando um chefe índio branco é mencionado por ter salvo a vida de doze oficiais brasileiros obtendo a sua libertação dos índios Haisha e levando-os para Manaus. Devido ao auxílio que prestou aos oficiais, Tatunca Nara foi recompensado com uma carteira de trabalho e um documento de identidade”.









Pesquisadores estrangeiros assassinados/desaparecidos depois de andarem com Tatunca Nara: Herbert Wanner, da Suíça - John Reed, dos EUA - Christine Reuser, alemã - Karl Brugger, Alemão (Reprodução dos vídeos de Wolfgang Brog e do Fantástico)


O livro foi lançado em vários países, mas Brugger foi assassinado em 1984 no Rio de Janeiro. O processo conta que ele e Tatunca estariam brigando pelos lucros da publicação. Gunther Hauck (nome verdadeiro do suposto índio) também foi acusado pela morte de outras 3 pessoas: do americano John Reed, em 1980; do suíço Herbert Wanner, em 1984; e da alemã Christine Heuser, em 1987. O padre Casimiro, missionário salesiano de Manaus especialista em linguas indígenas, foi encarregado de traduzir o que Tatunca falava em 1971, quando estava sob custódia dos militares. O religioso percebeu que, além de ser incapaz de se expressar como um índio, ele tinha sotaque germânico – minutos depois, o prisioneiro começou a falar alemão fluentemente. A ex-esposa alemã de Tatunca, Christa, foi trazida ao país em 1989 pela revista alemã Der Spiegel, encontrou o ex-marido e o reconheceu, mas ele negou ser Hauck, já que tem documentos brasileiros afirmando que ele realmente seria índio.



Registros de Hauck na Alemanha e no Brasil (Reprodução dos vídeos de Wolfgang Brog e do Fantástico, da Rede Globo)


Ligações com a guerrilha e com os órgãos de repressão da ditadura militar - De acordo com João Bosco Valente, da Procuradoria Geral do Estado do Amazonas, Tatunca pode ter adquirido o documento com a ajuda de alguém das forças armadas, pois ele morou em alojamentos militares, quando pode ter sido usado como agente infiltrado na guerrilha pelo exército brasileiro. O governo do Peru chegou até a pedir a sua extradição e, por ordem do governador do Acre, Tatunca foi preso em 1972. Mas, segundo Brugger, “Pouco antes da sua extradição para o Peru, os oficiais seus amigos libertaram-no da prisão de Rio Branco e tornaram a levá-lo para Manaus”. Um documento da procuradoria relata que o falsário usava mão-de-obra indígena em regime de exploração na colheita da piaçava, que ele trocava com os índios por bugigangas, e também que ele foi informante do DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna, onde eram torturados os que se opunham à ditadura militar), do SNI (Serviço Nacional de Informações) e do CMA (Comando Militar da Amazônia) a partir de 1972: “... neste último tendo contato íntimo com o então Major Thaumaturgo, hoje General, que na época ajudou a criar a estrutura da 7ª Seção do CMA. Tatunka passava informações à respeito da atuação de funcionários da FUNAI, de políticos e do então prefeito de Barcelos, de nome Manoel”. Valente interrogou mais de 20 pessoas, inclusive Gunther e sua esposa brasileira, Anita, e disse que a Polícia Federal brasileira entrou no caso bem antes do ministério público, mas por algum motivo desconhecido, não prosseguiu com as investigações. Numa reportagem feita pelo Fantástico em 1990, o diretor-geral da Polícia Federal Romeu Tuma garantiu que, se Hauck realmente fosse um homicida, seria julgado pelo código penal brasileiro, e que se fosse comprovado o crime de falsidade ideológica, podendo inclusive cumprir a pena no Brasil antes de ser deportado. Entretanto, o alemão continua livre até hoje.



Relatório da Procuradoria Geral do Estado do Amazonas que denuncia a ligação de Tatunca Nara com órgãos de repressão da ditadura militar (Reprodução do vídeo de Wolfgang Brog "The Secret of Tatunca Nara")


Segundo Tatunca Nara, em entrevista no ano passado, pelo menos 80% do livro seria uma mentira criada por Brugger, Alegação que não procede, já que Hauck gravou o relato em fitas que viraram um programa de rádio. Existem registros, na prisão da cidade alemã de Nuremberg, de que o falsário já usava a alcunha de “Tatunge Nare” na Alemanha, antes de fugir para o Brasil em 1968. E, muitos elementos da história criada por Gunther para construir a lenda de Akakor encontram-se em obras da literatura da primeira metade do século passado. Segundo um morador de Barcelos não quis se identificar, o falsário teria inventado a história para que os turistas bancassem sua busca por diamantes, e em uma entrevista exclusiva, Tatunca disse que muita gente já morreu indo atrás dele e confirmou: “Eu não posso nem vender um diamante!”. Sua esposa Anita, que repetiu para o explorador Jacques Costeau as mentiras contadas pelo marido, é ligada à prefeitura do município de Barcelos, capital nacional do peixe ornamental, onde certos espécimens chegam a valer US$ 5 mil no mercado negro, e Tatunca já foi citado em jornais por envolvimento com a biopirataria, além de ter sido ser citado numa CPI de biopirataria ao ser pego pela Polícia Federal com uma coleta de 350 peixes e plantas junto a outros 6 “turistas” alemães. Mesmo assim, Tatunca continua guiando estrangeiros com autorização do IBAMA na região onde estariam as supostas pirâmides, nas montanhas do alto rio Padauari, entre o Amazonas e a Venezuela, local onde ele também enganou Jacques Costeau e a revista Veja.




Reprodução de trechos do relatório da CPITRAFI de 1997


Onde Tatunca Nara dizia estar Akakor, existe Chan Chan, a capital do império Chimu, declarada pela UNESCO como Herança Cultural da Humanidade, com uma importância comparável às do Egito, Mesopotâmia, Índia, China e de Teotihuacán no México. A cidade, que fica a 15 km da fronteira do Peru com o Brasil, foi escavada nos anos 60. Mas Tatunca agora nega a existência das cidades perdidas. Questionado quanto às ruínas de Chan Chan e a outros achados arqueológicos recentes, Tatunca mudou novamente de opinião e respondeu que “pode até demorar, mas a verdade sempre aparece”. Mentiras e informações desencontradas à parte, a maioria dos documentos escritos pré-colombianos foi destruída pela Igreja Católica, e o grande público sabe muito pouco sobre o que se passou por aqui antes da chegada de Colombo em 1500. Infelizmente, a impunidade poderá causar ainda mais mortes, e a escassez de provas históricas concretas unida à desinformação continuará gerando mais polêmicas...




Ruínas encontradas nas fronteiras entre o Brasil, o Peru, a Bolívia e a Venezuela: Fortaleza inca de Las Piedras, na Bolívia (Dr. Martti Parsinen); Serra da Muralha, em Rondônia (Reprod. do site Ziguraths Brasil) - Ruínas de Chan Chan, no Peru (George Delange)- Geoglifos no Acre (Dr. Alceu Ranzi)


BOX: ONG AKAKOR ENCONTRA TÚNEIS EM PIRÂMIDE NA BOLÍVIA A organização Akakor Geographical Exploring que, guiada por Tatunca Nara, localizou em 2007 a caverna com o maior desnível da América do Sul (670 metros), divulgou no início de setembro no boletim da Sociedade Brasileira de Espeleologia a descoberta de túneis nos subterrâneos de uma pirâmide a 70 Km de La Paz, na Bolívia. Ao ser questionada no ano passado pelo historiador paulista Celso Torres por ter usado um guia citado em uma CPI da biobirataria, a ONG respondeu que não tem nenhuma ligação com o passado dos guias que contrata e que sequer tinha conhecimento dos crimes atribuídos ao alemão.




Reprodução do informativo da Sociedade Brasileira de Espeleologia em 11-09-2008


Véase:




- “História de España y de los pueblos hispanoamericanos hasta su independencia” - Manuel Rodriguez Codolá – M. Seguí Editor – Barcelona - Espanha;
- "Exploration Fawcett" - by Lt. P. H. Fawcett, arranged from his manuscripts, letters, logbooks, and records by Brian Fawcett - 1953 Hutchinson & Co. Publishers Ltd. - Londres - Inglaterra;- "Civilizações Perdidas - Procuradas há milhares de anos, elas seguem despertando muita curiosidade. Explore com a gente os vestígios deixados por seis cidades lendárias" - Fabiano Onça - Revista Mundo Estranho - mar/2008 - Editora Abril - São Paulo, SP - Brasil;
- "Mysteryes of Ancient South America - Harold T. Wilkins - Adventures Unlimited Press - Kempton, Illinois - EUA;
- "Cidades Perdidas e Antigos Mistérios da América do Sul" - David Hatcher Childress - Siciliano - São Paulo, SP - Brasil;
- "O Segredo dos Incas" - Siegfried Huber - 1961 Editora Itatiaia - Belo Horizonte, MG - Brasil;
- "Die Chronik von Akakor" - Karl Brugger - 1976 ECON Verlag, Dusseldorf - Alemanha;
- "O Enigma da Floresta - Numa imensa planície amazônica, no alto Rio Negro, três morros em form de pirâmide - que o exame das fotos indica serem um capricho geológico" - Revista Veja de 01-08-1979 - Acervo da Fundação Biblioteca Nacional - Brasil;
- "Jacques Costeau´s Amazon Journey" Jacques-Yves Costeau e Mose Richards - Harry N. Abrams, Inc. - New York - EUA;
- "COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO DESTINADA A `INVESTIGAR O TRÁFICO ILEGAL DE ANIMAIS E PLANTAS SILVESTRES DA FAUNA E DA FLORA BRASILEIRAS´ – CPITRAFI - RELATÓRIO" - Relator: Deputado Sarney Filho - Brasília, DF - Brasil;
- "Ministério Público promove audiência contra biopirataria" 24-11-1999 SITE MIDIANEWS acessado em set/2008 ( http://www.midianews.com.br/conteudo_imprime.php?sid=3&cid=2165 );
- "Peixes ornamentais garantem a economia de Barcelos-AM" - Site AMAZÔNIA: INTERESSES E CONFLITOS acessado em set/2008 ( http://www.comciencia.br/reportagens/amazonia/amaz21.htm );
- "Up the Rio Negro" - Site PACIFIC ISLAND TRAVEL Acessado em set/2008( www.pacificislandtravel.com/south_america/brazil/about_destin/uptherionegro.html );
- "Povos indígenas do Baixo Rio Negro reivindicam direitos em Assembléia da Asiba" -14/11/2001 - Site da ONG SOCIOAMBIENTAL acessado em set/2008 ( https://www.socioambiental.org/nsa/nsa/detalhe?id=95 );
- "Estabelecido novo recorde sul-americano de profundidade em cavernas" - Marcelo Augusto Rasteiro - Revista Ciência Hoje - 23-01-2007 - Brasil;
- Entrevista com João Bosco Valente, procurador do Estado do Amazonas em nov/2007;
- Entrevista com um morador anônimo de Barcelos/AM em dez/2007;
- Entrevista com Tatunca Nara em dez/2007;
- Entrevista com Osman Brasil, indigenista da FUNAI de Rondônia em fev/2008;
- Entrevista com o geólogo Carlos Giovanini em mar/2008;
- "Na Amazônia a polícia investiga o caso de Tatunca Nara, um homem de origem desconhecida, acusado de assassinato" - Reportagem do Fantástico de 07-10-1990 - Reprodução do pré-projeto do trabalho de conclusão de curso de jornalismo de B. M. Farias na Faculdade Estácio de Sá/SC;
- Documentário de Wolfgang Brog "The Secret of Tatunca Nara" - ONG Amazon Verde -Manaus/AM;
- "Fortifications related to the Inca Expansion" - Martti Pärssinen, Ari Siiriäinen and Antti Korpisaari - 2007 Instituto Íbero-Americano de Finlândia;
- "O Acre e o Império Inca" - Matéria publicada no Jornal Página 20, em 27/09/2006 Por: Alceu Ranzi;- "Geoglifos da Amazônia - Perspectiva Aérea" - Alceu Ranzi e Rodrigo Aguiar - 2004 Faculdades Energia - Florianópolis, SC - Brasil;- "Huaca del Dragón" The Delange Home Page acessada em abr/2008 ( http://www.delange.org/ ) - Reprodução do pré-projeto do trabalho de conclusão de curso de jornalismo de B. M. Farias na Faculdade Estácio de Sá/SC;
- "Equipe Zigurats Brasil - Segunda Expedição" - Site PORTAL PEGASUS acessado em set/2008 ( http://www.pegasus.portal.nom.br/noticias.htm );
- "Akakor descobre galerias na pirâmide de Akapana, na Bolívia" - Informativo da Sociedade Brasileira de Espeleologia SBE NOTÍCIAS, número 98 - set/2008.


Bruno Farías entrevista Tatunca Nara ( Parte 1)



Bruno Farías entrevista Tatunca Nara ( Parte 2)

12 de septiembre de 2008

El Mundo Subterráneo de Hilda Torper

El Mundo Subterráneo de Hilda Torper

Fabio Zerpa es uno de los pioneros de la investigación ovni en Argentina, y quizás uno de los estudiosos más reconocidos en el exterior. A lo largo de los años Zerpa ha publicado una serie de libros sobre la temática, ufo así como de otras asignaturas cercanas. Uno de esos trabajos, es El Reino Subterráneo (1991), del cual elegimos uno de sus capítulos que creemos representa el espíritu de éste Blog. La historia es una de las más fascinantes que esta autora haya leído, y presenta varios tópicos interesantes donde la fenomenología ovni y mundo subterráneo se encuentran profundamente entrelazados.

El caso se desarrolló en 1966, y tuvo como protagonistas a una pareja de argentinos que ese entonces se encontraba de vacaciones en Pinamar lugar turístico de la costa argentina. Los nombres de este matrimonio se mantienen en secreto, pero en el relato se corporiza la figura de Hilda Torper, quién narró a Zerpa la increíble experiencia donde ella y su esposo, se vieron involucrados.

Se hace mención a Akakor, como el lugar donde el matrimonio fue trasladado por estos humanoides. Nuestra opinión sobre este tema ya la dimos hace tiempo, y se encuentra para consulta en el menú del Blog, no obstante creemos que más allá de algunas observaciones, la narración tiene signos de credibilidad y merece conocerse.

UN VIAJE REAL A AKAKOR

Hace años, un curioso hecho irrumpió en mi vida cotidiana y me hizo sentir separada de mis semejantes, frustrada y un poco triste, porque nunca se tomó en serio 10 ocurrido; nunca se le dio importancia. En vista de que fue así, y como luego me sucedieron otras experiencias, me siento obligada a decirlo una vez más, tratando de llamar la atención de alguien un poco más inteligente que yo, o sea más accesible.

Mi esposo y yo fuimos a Pinamar por primera vez (y fue la única) en el año 1966 en el Volkswagen azul; nuestra hija nos había precedido con una amiga y su familia, hospedándose en el Hotel Maison. No fue muy difícil encontrarlos, y una vez instalados en el hotel de nuestra preferencia, fuimos todos juntos a la playa.


En aquel tiempo yo frecuentaba un grupo de señoras que decían, no solamente que los ovnis eran aparatos no convencionales, tripulados por sus correspondientes astronautas, sino también que se llevaban hombres y mujeres por igual para estudiarlos, o para divertirse, o para algún otro experimento. No sabía si creerles o no, pero cuando nuestra hija anunció que se habían visto ovnis en esos días ya dejó de ser chiste. Le pregunté tan cautelosamente como pude dónde se habían visto; ella señaló hacia el sur de la playa de Pinamar, para librarnos en cualquier momento de ser protagonistas. Después de esto la conversación giró en otras direcciones, por que yo noté que a mi esposo no le gustaba que habláramos de eso. Para decir la verdad, creo que sintió temor a los ovnis. No sabía lo que ocurriría.

Una de las tardes, hacia el final de nuestra estada en Pinamar -creo que era el 25 de febrero- desperté a mi esposo de la siesta con un poco de mala intención, pues estaba planeando que fuéramos en coche por la ruta a conocer unas lagunas muy lindas que había por allí. Pero 10 que le dije fue distinto: que iríamos a Madariaga a buscar el programa de cine para ir en la noche.


En el camino hacía mucho calor, y a las tres y cuarto de la tarde noté que ningún coche nos había pasado ni cruzado hacia Pinamar. Ya estábamos cerca de la curva donde le propondría parar un rato, cuando vi que el coche de la policía ya estaba allí. Era alguna marca de coche que ya no se ve más, cuyas características desconocí y que estaba estacionado frente a un portón que daba acaso a las lagunas. Entonces pensé: "no podremos bajar ahí".

Después de pasarlo, y siempre del lado derecho del Volkswagen, algo llamó mi atención. Detrás de los maizales y casi a ras de la tierra volaba una torre, que me parecía nos vigilaba y seguía. Recuerdo como si fuera ayer que codeé a mi esposo para llamarle la atención, recuerdo perfectamente que le dije: ''Y tú que no querías hablar de ovnis, ¿qué es eso entonces?" Pero él no sacó la vista del camino, porque algo nos estaba guiñando.

Yo mientras tanto subí el vidrio, porque nos llegaba desde afuera tanto calor que casi me asfixiaba, pero era peor. Así que lo abrí nuevamente ya que el calor persistía. "¿Sería de la torre?", me pregunté. La cosa que teníamos enfrente seguía guiñando a medida que avanzábamos.


Le grité a mi marido que podía ser una trilladora, que aminorara la marcha para darle paso. Pero en vez de hacerme caso él seguía a mayor velocidad. "¿No ves que estoy con el pie en el freno a fondo? ( ... ) Y el coche (. .. ) ". Esas fueron las últimas palabras que yo oí. Qué fue lo que pasó, nunca lo sabré, pero algo más grande que nosotros nos succionó; en ese momento pensé en esas' pobres orugas que yo torturaba de niña, poniéndolas en los hormigueros; porque ( ... ) ahora ( ... ) me estaba pasando algo parecido a mí ( ... ) y me picaba todo el cuerpo. Un ruido de aspiradora gigante nos impidió decir una palabra más, y nos sacó del coche con una fuerza sobrehumana. Después algo me pegó en la mandíbula inferior y no supe más; había perdido la conciencia.

Después de esto, y luego de lo que a mí me pareció una eternidad, comencé, a volver en mí. Pero ¿quién era "yo"? Me había olvidado quién era ese "yo", y qué papel desempeñaba, y si tenía marido o no. Además había olvidado que tenía hijos, me habían quitado la memoria. ¿Quién? ¿y cómo? Un gran miedo se apodero de mí. Y otra vez caía en la inconsciencia ese limbo agradable donde no tenía que pensar... '’ Una luz celeste intensa vino a molestarme e interrumpir mi sueno. Sentí, que no lo podía soportar y grité para que la sacaran. Cuantas veces hice esto, no lo sé. Imploré que la apagasen, pero seguía semiconsciente, con los ojos cerrados. Así que me la aplicaron otra vez más, y siguieron hasta que mantuve los ojos abiertos. Había aprendido que si abría los ojos ya no me aplicarían la luz azul. ¡Qué pesados estaban mis parpados!

Otra cosa estaba ahí en su lugar. Frente a mis ojos había un objeto reluciente: Se componía de dos discos unidos por una cadena y se mecía; me hicieron dormir una vez más. Cuando desperté verifiqué que estaba en una extraña camilla y a los costados habla como o seis hombres. Pero ¡qué hombres!; estaba siendo observada por ellos y yo no los conocía. 'Qué fue lo que pasó? Traté de pensar en lo que me había pasado y no pude hacerlo. Entonces una voz dijo en mi mente: "No trates de, recordar; es inútil". Miré fijamente al individuo que tenía mas cerca y pensé: "¿Fue una operación lo que tuve?". "No" sentí en mi cabeza. "Entonces he tenido un accidente y esto; muerta, pensé.

Entonces oí: "La última parte está incorrecta" y "Pero no te turbes, porque lo tenemos todo en nuestras manos". "Qué palabras mas antiguas utilizan", me dije, no dándome cuenta de que ellos captaban todo. Me fijé ahora un poco más en los que me rodeaban: máscaras cubrían parte de sus caras y delantales como de cirujanos, sus cuerpos. En todo caso yo no podía ver mucho de sus cuerpos, así que me concentré en sus caras. Ojos oblicuos; verde oliva era su piel, salvo que fuera un efecto de la luz remante. No tenían orejas, pero sí una especie de diafragma, como si lo que tuviesen que escuchar fuera muy enrarecido. ¿Tenían que escuchar mucho más que nosotros? A esta pregunta no hubo contestación. Entonces tuve una idea, la idea de gritar nuevamente. Pero el que yo miraba, se me anticipó, y haciendo una mueca puso las manos sobre el lugar donde debía tener sus orejas y me señaló que le causaría dolor. Tan inusitado fue este gesto que tuve que reír, y entonces ellos se rieron también. Es así que se "rompió el hielo". Entonces pensé: "¿Las comunicaciones seguirán siendo telepáticas?"


¿Quién era yo? Para ver que no estaba soñando intenté pinchar mi antebrazo izquierdo con los dedos de la mano derecha, pero algo me lo impidió. Como si lo intuyeran, soltaron mis manos y brazos; después de sacar unas agujas largas que tenía clavadas en mi pecho, pude hacerlo. No, no parecía dormir y estar soñando todo esto. "Deja de pensar en quién eres", oí en mi cabeza. "Incorpórate", ordenó uno de los hombres. Lo hice y luego dejé deslizar mi cuerpo hasta quedar en pie. Di un paso y me desplomé. "No importa", dijo uno de ellos, "te vamos a sujetar con un soporte liviano que ni sentirás", y con esto me hicieron pensar que podía caminar bien.

Los humanoides se sacaron su indumentaria de cirujanos y se pusieron un gorro frigio oscuro como sus cuerpos. "Qué raras sus caras", pensaba yo. Había visto la "crestita" entre las cejas y sus tatuajes en la cara; eran lampiños. No podría decir si usaban guantes o no, pero sus manos eran largas y delgadas. No pude contar los dedos. En eso se acercó uno de ellos y me indicó que sus tatuajes significaban algo. El del mentón era por valentía y el de la mejilla superior por bondad. "Ahora dirígete al otro salón." Comencé a decir "¿por dónde?", cuando un panel se desplazó en la pared del edificio en que estábamos. Era un cuarto en que no se veía nada, ni siquiera unas ventanas para observar a qué altura estábamos, y los humanoides no me habían seguido.

De pronto comenzó un altavoz a emitir con voz fuerte las Bienaventuranzas de Jesucristo, pero de un modo "arcaico". La voz era hermosa pero demasiado fuerte para mí, así que pensé en voz alta: "Es muy alta la voz" y enseguida bajó su volumen. Continuaba la voz, hasta que pensé: "¿De qué vale, si las personas casi no hacen caso a EL". Entonces esa voz se detuvo y dijo: "Gracias; es todo lo que queríamos saber".

Ahora podía ver un poco, así que comencé a examinar la habitación, donde había una consola con muchos pedales. Iba a tocar un pedal cuando se vio un gran resplandor y pude distinguir al "doctor" con una lámpara de Aladino, y una figura que no había visto antes. Esta figura estaba vestida de modo diferente a los otros. Tenía un uniforme tornasolado y era rubio. Expresó: "Soy Turnelde, y me tendrás de compañía". Todo esto lo dijo sin mover sus labios. Yo ponderé el tenerlo de compañía por el resto de mi vida.


Además, me llamó Fenilika, un nombre que yo desconocía. Era de mediana estatura, de modo que si no fuera por su figura estilizada, éramos como hermanos. Después de mirarnos un rato le dije que yo quería saber dónde estábamos y cómo se desplazaba este extraño aparato, porque por fin había descubierto que nos movíamos. No cabía en mi mente que eso fuera un ovni. Primero me mostró una pequeña ventanita circular en el suelo del aparato, que habría pasado desapercibida si él no me la hubiese señalado.


Yo miré a través de ella y me sorprendí al ver el mar muy lejos del ovni; pero ¡estábamos estáticos! "Bueno", dijo Turnelde, "ahora pon la mano sobre este pedal"; yo obedecí, y colocándose detrás de mí con su mano sobre la mía accionó el pedal levemente hacia arriba, y se sintió un leve movimiento, como si estuviésemos en un ascensor, muy suave. Sunch, dijo Turnelde, y yo lo imité seriamente. Y mirando por la ventanita vi cómo habíamos dejado atrás el mundo. "Ahora haremos esto a la inversa", ordenó. Los dos dijimos Sunch juntos y nos reímos de la coincidencia y mirando por la ventanita vimos cómo se había acercado el mundo. "Como una pelota de tenis", pensé, ya que no había necesidad de hablar. ¡Qué lindo era estar con ellos! Pero lo que no esperaba era lo de su mano. Había observado que era arrugada y sus dedos eran seis.

"De todos modos", dijo él, "tú estás completamente desnuda, así que estamos a mano". En mi consternación vi que era cierto, así que de allí en adelante me porté con más decoro. "No te aflijas", dijo Turnelde, "no te haremos ningún daño", y con esto comenzó a llamar a los otros para que ocupáramos las butacas que súbitamente aparecieron.

Íbamos a ver algunos planetas. Cada uno ocupó una butaca y se oscureció el salón. Yo debería prestar especial atención, porque la elección era mía. ¡Qué planetas más desolados! Pasaron uno amarillo, otro apagado y otro que estaba ardiendo, y uno destruido. con bombas nucleares, que no quise ver. Cuando pasó un planeta oscuro todos saltaron de sus butacas como para evitarlo, era bastante real la película. Hasta que pasó un planeta verde-azulado. "Este", grité, "éste es el que quiero ver". Pararon el film. "¿Estás segura?", me preguntaron. "¡Sí! ¡Sí Es el que quiero ver", repetí. "Pues has elegido el planeta del que vienes." "¿El mismo del que vengo? " Y mientras lo ponían de vuelta ellos me decían que me lo mostrarían. Yo agradecí sus palabras sin saber lo que me esperaba. Debimos haber ido a Río de Janeiro primero, en un momento pasamos al Matto Grosso, y en un punto estratégico para ellos bajamos. ¿Cómo?, no lo sé, tan suave fue el descenso. Estábamos ya en Tierra. Dónde y cuándo adquirí un pantalón, no lo sé tampoco. Solamente sé que cuando me cansaba de trotar ellos me tomaban por los codos y así avanzábamos más rápidamente por la senda de un bosque. Nos acercábamos a una catarata y uno de los "Acuanautas" -pues estaban ataviados como para bucear- me instruyó sobre una palabra que yo debería pronunciar si los nativos comenzaban a ser 'molestos: Ben-ham debía ser .la palabra, que traducida significa "País de los Buenos". No lo recuerdo muy bien, ya que no sabía qué idioma "hablaban". Llegamos a un angosto desfiladero que corría entre el sitio en que estábamos y una catarata; yo debería tomar este camino para llegar hasta la catarata. Había un espacio detrás del agua que no alcanzábamos a ver: una gran caverna. Ellos me seguirían. A mis pies había rocas agudas, y lo peor de todo: agua; ¡una correntada formidable!

Me pusieron una escafandra en la cabeza para que no me distrajera mirando a los costados, y comencé a cruzar. Era como caminar sobre una soga estirada en el circo, sólo que más peligrosa, porque había un abismo debajo, no una red. Lo crucé y vinieron los otros detrás de mí. Nos reunimos detrás de la cortina de agua, y para mi sorpresa ví que había dos nativos allí donde la fosa se convertía en caverna.

Uno de los humanoides le dio a uno de los nativos un par de gallos de riña; éste lo agradeció bastante amigablemente, pero cuando los otros fueron a encender unas antorchas, el jefe, que había estado poniendo curare en las juuntas de las flechas, de repente agarró su cerbatana y poniéndole una flecha me señaló. Había adivinado que mi procedencia no era la de los otros y se disponía a matarme. "¡Di la palabra! ¡Di la palabra!", me gritaban telepáticamente los otros. Me acordé de la Palabra justo a tiempo, y corriendo tras los humanoides, seguía gritándola. "Un poquito más y te hubiera alcanzado", dijo Turnelde, que se .habla disfrazado poniendo barro en su cara y manos, sin disimular su enojo.



La caverna se ramificaba en varios caminos. El que tomaron los humanoides fue el más pequeño. Cómo podíamos ver en esa penumbra, es un misterio, y cómo se abrió y cerró la bóveda, también. Los humanoides me dijeron que me quedara quieta, que iban a invocar los "poderes del Más Allá". Dijeron una palabra mágica que yo tome por “Allm” y ví que la otra pared de la bóveda se estaba moviendo. Al agrandarse el espacio, sin pérdida de tiempo ocupamos unos carritos con forma de sarcófago que corrían sobre rieles. Había uno, por persona y cuando estuve lo más confortable que pude en ese espacio tan reducido, un ayudante, con una especie de balín embebido en curare en un santiamén me raspó el brazo. Pensé antes de dormirme: "¡Cómo la avispa siempre gana en esta batalla desigual contra la tarántula!". Pero aquí fue como ganar la mayor distancia en el menor tiempo, así que no me sorprendió la maniobra.

¿Estaríamos cerca de la sierra El Roncador o dentro de ella?, ¿el ruido que hacen estos pequeños sarcófagos es lo que da el nombre a la sierra? Tengo entendido que en un tiempo hubo minas de metales en este lugar. Pero estas dos preguntas son recientes, no pertenecen a ese tiempo. Cuando llegamos, debía estar todavía "groggy", porque corría entre dos humanoides y ellos me ayudaban cuando me caía.


Ahora Turnelde y yo avanzábamos solos. Teníamos que escalar una Sierra, que luego mostró un cráter de diez kilómetros de radio, .con una laguna en él. Después de caminar un poco por sus orillas, Turnelde vio entre los juncos lo que buscaba. Era un gran dogo, grifón o león de piedra, no lo pude determinar. '­Tenía señales de los tres animales, aunque el grifón ya no existe. De su boca salía agua cuando se soltaba un resorte secreto, e~pecie de arete. Nos lavamos la cara y las manos, y nuestra piel de alguna manera no se mojaba. ¿Estaríamos embadurnados con un barniz especial? Turnelde me dijo que yo haría bien en estudiar este lugar, pues algún día podría tener necesidad de él, pero además de que no tenía sol, solamente una especie de semiluz, yo no sabría llegar hasta él. Turnelde usó también el grifón para comunicarse con otro lugar, quizás otra ciudadela o caverna.


Pude verlo con exactitud cuando lo hizo, y esta vez usó un arete rubí de la boca del animal tan insólito que habíamos encontrado;º al rato vino "algo" que se posó sobre nuestras cabezas. Tornando mis manos en las de él y diciéndome que no mirase hacia arriba, me instruyó para que diera un gran salto hacia arriba. Esto lo hice con él, y aunque no llegué tan alto corno él, me arrojó hacia adentro de un umbral que yo, por tener los ojos cerrados, no vi.

Al cerrarse el umbral pude observar que estábamos en un ovni circular, más chico que el otro -que creo fue una nave madre-. Parece que en esta atmósfera éramos más livianos, ¿o quizás era el agua que tomamos? En realidad no lo sabía, corno tampoco en qué parte del mundo estábamos. El asiento en este ovni tenía forma circular, así que sin ceremonias de ninguna clase me senté. Turnelde sacó de un cajón una bocina tipo claxon, un reloj de arena y un prismático más grande que los nuestros y me los dio con las siguientes instrucciones: "Te voy a dejar por unos minutos, pero si algo inusitado ocurre quiero que me llames con este claxon", y lo colocó de manera que lo oyera. "Este prismático es para ti, y el reloj de arena está fijado para marcar la media hora. Si al cabo de media hora no he retornado, quiero que toques el claxon." Y con esto se fue en su miniplatillo volante a otra parte sobre el agua, para reunirse con alguien. ¿Quién era esa persona?, nunca lo sabré.


Tomé mi puesto ahí donde lo podía observar con detenimiento. Se dirigía a un islote en el cielo; ¿pero cómo?, esto no puede ser. ¿Seria que por la bruma reinante, una isla en la laguna parecía. un islote en el cielo? Miré por los prismáticos a través de los excelentes ventanales del ovni circu1ar y observé que era un islote en la laguna, y ... ya había llegado el extraño visitante y se escondía entre las malezas y arbustos de aquel islote. Pero Turnelde no se había percatado de su maniobra. De pronto se encontraron, y había que ver con qué júbilo se saludaron, hicieron un bailecito alrededor de sí mismos y se palmotearon las espaldas, y aunque la distancia era de unos diez kilómetros pude observarlo todo. Estos hombres se hablaban con gestos, y estoy segura de que todo lo que tenían que decirse fue dicho sin una articulación, porque ellos son telépatas. Yo sé que en un momento se refirió Turnelde a mí, porque miraron en mi dirección, y yo me sonrojé. Creía que el visitante me podía ver así como estaba, semidesnuda, hasta que me acordé que yo tenía los prismáticos, no ellos. Luego, cuando se cumplió la media hora, accioné el claxon; Turnelde se despidió efusivamente de su amigo y tomando su miniplatillo vino en mi dirección.

A lo que pasó después se podría aplicar la ciencia de la hipótesis de regresión, y estoy esperando que alguien se adelante y me diga que pasó realmente. Parecería que estuve en el agua con los humanoides como guías, porque un artefacto parecido al que usan los acuanautas fue aplicado a mi nariz y recuerdo detalles sin conexión que enumeraré luego.

Por cierto no fuimos a través del túnel que conduce hasta los nativos. Más bien me inclino a pensar que fuimos por otro túnel, dejando para otra oportunidad lo que falta entre medio. Este túnel era diferente de los otros, y una vez más me transportaban dos humanoides; hasta que me desperté corriendo y vi las paredes lustrosas del túnel. Me volví hacia uno y otro humanoide, pidiéndo encarecidamente que me soltaran un momento para examinarlas, pedido que fue aceptado. Eran suaves y lustrosas, y llevaban en sus envolturas capas de colores en serpentina; pero los hombres se impacientaban, y esto fue lo único que pude observar. Yo pregunto: ¿Qué clase de hombre tuvo en años pasados el aparato que pulía y al mismo tiempo excavó tales túneles? Banderas, banderines y emblemas.


Una vez en el ovni nave madre, ociosamente nos pusimos a hablar de banderas, banderines y emblemas. Ellos habían adquirido un gran conocimiento. Para no extenderme tanto, les' diré que tienen un emblema muy parecido a las banderas de nuestro país y de Brasil, con un hipocampo en el centro. Les indiqué que la bandera argentina era azul y blanca, con un sol en el medio. A esto se mostraron indiferentes, como si ya lo supieran. Entonces se refirieron a la bandera japonesa, con su sol con rayas. ¿Pero a qué sol hacían referencia? Yo no comprendía, por lo que alguien trajo una virgen cita de Luján, e indicando los rayos que salían de su contorno trató de decirme que todos son soles por igual, y que cada uno de los rayos tenía una significación especial, e hizo referencia a la creencia de los Siete Rayos, de la cual yo casi no sé nada. ¿Nos habremos apartado tanto de estas creencias excelentes que ya no las tomamos en cuenta? Se discutió además el significado del caballito de mar: el hipocampo, símbolo del petróleo si es negro, y por ende, fortuna para el que lo descubre. Este no es su único significado, porque esconde también un poder que quizás haya sido utilizado y herculizado en un legado antiguo de extraterrestres. Yo diría que significa fidelidad o amor conyugal o el Padre Dios que cuida a sus hijos.

Luego de esta acalorada "conversación" fui llevada a una habitación llena de mesitas que tenían sobre ellas piedras ordinarias, semi preciosas y preciosas. Comprendí que podía elegir una, pero no me decidía. Al no elegir ninguna me preguntaron qué era lo que quería, y yo contesté: la virgencita. Hubo una rápida consulta y dictaminaron que no me la llevaría. Desconsolada me llevaron a la pieza de máquinas, para probarme con fórmulas. Supe las del agua y del aire solamente; insistieron en que reconociese otra fórmula, pero a los cinco minutos no podía decir cuál era. Luego sacaron un rollo de la pared; contenía unas veinte palabras escritas en letras grandes y modernas. Pretendían que yo memorizara su contenido y su significado. Después de un rato dije que no aprendería eso. No me dieron tiempo a decir más. "Entonces cómetelo", me gritaron. Lo enrollé, me lancé a probarlo y tuve una agradable sorpresa: era comestible. Parecía lo que llamamos "barquillos" en la Argentina.

De todos modos, aunque dije que me olvidaría las palabras, actualmente tengo en mi poder una veintena de ellas para mostrar al incrédulo. ¿A qué clase de examen me someterían ahora? Pero los hombres se tuvieron que ir, así que quedó Turnelde solamente. Él me mostró algo que no sospechaba. Debajo de una de las butacas, cuando la hizo girar sobre un riel redondo, apareció un gran círculo. Corriéndolo hacia un lado con algún dispositivo reveló lo que estaban haciendo los hombres: había otro salón abajo, lo bastante grande para jugar un juego con raquetas de mango largo y una pelota no común, cubierta de plumas.

"'Dejemos que los humanoides se diviertan un poco!", pensé. 'No sabía lo que me esperaba todavía! Dos humanoides femeninas, aparecieron con sus anotadores y lápices, que por supuesto eran más veloces que los nuestros. Ellas eran (..) de piel cetrina, pero una lámpara especial las hacía parecer verdosas. De los otros había menos; eran los superiores, los Soudanese Val-hánistan, quienes eran más de mi tipo.

Turnelde me las presentó, diciendo que me querían hacer al­gunas preguntas, y al mismo tiempo me advirtió que me olvidaría de todo lo que me estaba pasando. Yo ponderé sus palabras y protesté, hasta que las chicas las repitieron. ¿Había algo de verdad en lo que dijo? Las chicas me hicieron algunas preguntas, a las cuales contesté mecánicamente. ¿Ya estaríamos por llegar? Pero ¿adónde? Noté que el Sol se ponía, y me di cuenta de que ellos estaban esperando algo, no estaba muy segura. Efectivamente. "¿Ves ese pescador?", me preguntó Turnelde, y sin esperar a que contestara, dijo: "Estamos esperando que empaque sus cosas y se vaya". Yo seguí extrañada. El pescador estaba sobre su silla de lona, en un pequeño espigón de un lago o de un brazo de mar, y nosotros podíamos verlo, pero él no. "¿Cómo es que él no nos ve?" Tenía una línea extendida y flotaba en un bote sobre el agua.

Cuando se fuese algo ocurriría pero no podía imaginar qué.

De pronto Turnelde ordenó a uno de los otros seres que buscara algo. Dijo (y esto -pensé- no lo olvidaría ~omo las otras palabras): "ein matomeramque zuei manitolmeranque" y mirando hacia el otro lado del ovni vi un espectáculo que revolucionó mis sentidos: ¡Era mi esposo, Roberto, y estaba rodeado de acompañantes! Parte de su indumentaria se le cayó entonces. Distraídamente dije que él necesitaba un alfiler de resorte. Los extraterrestres me preguntaron cuál era su significado. Yo, todavía distraída, di la explicación. Escuché como en un sueño cómo Turnelde me decía que yo estaba vestida de igual forma, que por qué no me fijaba. Un burlete blanco envolvía todo mi cuerpo. ¡No lo quería creer! "Ahora nada será igual, adiós, mi Utopía", y finalmente, volviéndome hacia Turnelde, pregunté: "¿'Zahora qué pasará?". "Nada, pero olvidarás todo", me contestó.

Secretamente resolví que no olvidaría. Mientras tanto Roberto se acercaba a mí. "Cómo te va", me dijo.

Yo, hecha una furia, me deshacía por acordarme todos los de­talles de lo que había sucedido, hasta que el ayudante se acercó con un vino o algo así. Ahora SI me quena Ir. Me quería ir para decirles a todos lo que había acontecido, y Turnelde sabía esto, así que mientras yo protestaba que no habíamos tomado el té ni cenado él me dijo con una pizca de picardía en sus ojos: "Esta bebida los reconfortará para el viaje que tienen que emprender".

Entonces pasó lo increíble, lo indecible: mientras nosotros aceptábamos unas copas de cristal, hundidos sus sostenes hasta la mitad en la bandeja agujereada, y una de las Valkolets tocaba una pieza que por su sonido recordaba un toque de queda, mirando hacia el sol Turnelde se volvió transparente, y una luz rojiza vino de El y nos envolvió a todos nosotros.


"Qué parecido al Sagrado Corazón", pensé yo, ~ "ahora nada será igual". Yo amaba a Turnelde con toda mi alma en ese momento, y ¿qué fue lo que dijo? "/eh Tan~e lept, ze~ Tan.n.e siurt. " Pasaron muchos años antes de que tuviera una Idea de su significado. Traducido es: "Yo a Dios adoro, yo a Dios sirvo". (Ver el libro El oro de los Dioses, de E. V. Daniken.) Fue mi esposo quien rompió el encanto del momento, cuando inconscientemente dijo: ¡Qué cocktail bárbaro! Yo no habla tomado el mío todavía, tan apabullada estaba pensando y admirando. Pero como Turnelde me estaba vigilando, muy a pesar mío lo tuve que tragar. Era espeso y dulzón, Y, no era ningún cocktail. Era un específico. ¿Que efectos tendría sobre mi atormentada mente? Entonces comenzó el canto del gallo. No podía ver a ninguno de ellos cantándolo. ¿Podría ser un disco o una cinta? Nos llevaron a la entrada de la nave. Ahora sí me quería ir Y no seguir escuchando ese gallo deschavetado cantando.


Todos comenzaron juntos a clamar "¡Jumisay! ¡Jumisay!", cantaban en la entrada de la nave Y lloraban fingiendo estar tristes, nos palmoteaban las espaldas. Cuando yo, decidida, me acerqué a la entrada, di media vuelta y dije que no bajaría. El miedo se apoderó de mí; el Doctor tomó mi brazo Y me llevó a un lado, Y me habló de este modo:

"Ahora ya se ha ido el pescador, pero no podemos estar seguros de que no volverá; es por eso que estamos tan alto en las nubes. Bajaremos un poco más y no tendrás que temer nada, dos de nuestros hombres los acompañarán, tomando la trasera, sobre el camino de luz. ¿Te acuerdas una palabrita corta que usamos muy a menudo?". "Sí, le dije". "¿Y te acuerdas cómo vibrábamos?". "Sí, así", contesté. "Bueno -dijo-, de la misma forma lo harás tú ahora para ti Y tu esposo", Y "[No temas, no temas!", fue el resto del mensaje.


Fui la primera en poner pie sobre la escalera de 'luz sólida, y sin mirar atrás llegué hasta unas piedras chatas que se asomaban sobre el agua, que por algún motivo estaban secas a pesar del agua. Llegué a tierra firme y vi a los dos humanoides ayudando a mi esposo. Tenían dificultades con él, pero no se me ocurrió pedir ayuda al Cielo. Solamente quería vengarme de ese maldito Gallo Lesco -que era el nombre de uno de los hombres, y Roscoe el del otro- y una vez en la playa uno de ellos marchó en busca de nuestras ropas que estaban intactas dentro de bolsas de polietileno o algo similar. "Primero saquen toda la ropa de las bolsas, porque éstas se autodestruirán en tres minutos", dijo. Efectivamente, después de tres minutos ya no quedaban bolsas, pero tampoco quedaban las tiras de burlete.

Como yo me vestí rápidamente, miré dónde puse la tira de burlete que me iba a llevar, y ya no estaba. Una tira que había guardado en la mano corrió la misma suerte. Se derretían ... no podía llevar pruebas. Fui más lejos aún, me adelanté a mi esposo, que estaba batallando con su camisa, y me introduje en una especie de bosquecillo. Allí encontré plantas "cola de caballo", arranqué algunas y me fui a la playa para ver qué estaban haciendo los humanoides. Los dos estaban tirando piedras chatas con toda su alma al agua, y las hacían rebotar, cinco, seis, siete veces, gritando: "[Así es como nosotros viajamos! ", Yo levanté una piedra chata con mi mano derecha y la tiré con toda mi fuerza, pero hizo un ¡plop! y se hundió. Roscoe, que estaba mirándome con atención, de golpe me dijo "( ... )la mano izquierda", y descubrió toda esa cola de caballo. ¡Qué amargura¡ En esta ocasión me sirvió un buen reto, del cual no entendí nada pues todo fue dicho en su idioma. Fui a ver qué tal estaba mi esposo y lo encontré todavía vistiéndose. Ya oscurecía y yo necesitaba encontrar algo que los humanoides no detectaran. No había nada en ese lugar. Finalmente arranqué hojitas de sina-sina (hoja compuesta) y las escondí en mi mano izquierda, pero antes me puse bastante en e! cabello. Como tenía el cabello con permanente se adhirieron muy bien. Luego para despistar volví adonde estaban ellos. Estaban sacando la línea que había puesto el pescador, y de su bolsillo sacó Roscoeuna señuela: la señuela del hipnosis, poniéndola en e! espinel, y finalmente e! otro enganchó un dentudo bastante putrefacto que habían encontrado en la playa; icómo se reían de sus travesuras!

Ahora estábamos todos listos. Los humanoides se pusieron .los cinturones al revés, dejando ver que tenían muchos frasquitos de esos que usan los entomólogos, y comenzó una larga caminata hasta que llegamos a un lugar donde era necesario cruzar un zanjón. Antes habíamos ido en fila india, pero por miedo a perdernos o no sé por qué razón ahora necesitábamos asirnos de la mano. Yo me acordé de las hojitas que llevaba y traté de ser la última a la izquierda de la fila. Pero eso no les convenía a los hombres. Me agarraron entre los dos y, sospechando, me forzaron a abrir las dos manos Y ¡ahí se descubrió el trueque! Uno me soltó y me sacó las hojitas, aun las más pegadas entre los dedos; después me zarandearon hasta provocarme casi un desvanecimiento, y para aliviarme Lesco me dio una bocanada de su aliento, que olía a chinche del campo. Al mismo tiempo noté que se había puesto como un tomate, y su torso también. Descubrí entonces que cuando se enojan o apasionan se ponen rojos, y su cara era terrible de ver; la furia personificada. Fue aquí que momentáneamente no miré dónde pisaba. Había barro y mis sandalias de gamuza sufrieron las consecuencias.



Una vez cruzada la zanja llegamos a las líneas de un ferrocarril, y Lesco fue a buscar algo que resultó ser una zorra. Todos nos acomodamos sobre ella y así viajamos hasta aproximarnos a nuestro coche. Cuál fue mi sorpresa cuando resultó no ser nuestro coche, sino el de la policía. Los humanoides nos hicieron a un lado con gran ceremonia, y armándose de unas varitas de metal dijeron: "¡Rama! (vi) ¡manna! ¡chick! ¡chick! ¡chick!", mientras con la mano vacía hacían unos chasquidos. Vimos cómo se disipó la imagen del coche de la policía y "abajo ¡estaba nuestro Volkswagen! El gran resplandor tardó un rato en desaparecer y luego nos despedimos. Nos recordaron que "Los primeros serían los últimos, y los últimos serán los primeros". Veríamos una señal cuando pudiéramos partir.




Esperamos en el coche con los ventanales cerrados como nos habían dicho. Yo me impacientaba, e iba a bajar uno de ellos, cuando hubo un gran estruendo, las luces del coche se encendieron y el motor se puso en marcha. Nos apresuramos por la carretera que conduce a Pinamar. No nos encontramos de vuelta a Pinamar con ningún coche. Pero no fue R. quien lo guió, aunque a él le parecía que sí.


¿Quién, entonces? Al llegar -en cerca de quince minutos- ahí estaba mi hija con su amiga. Se hablan Juntado algunos jóvenes, ella estaba angustiada; todos lo estaban. ¿Dónde habíamos ido? Por temor a que mi esposo contara algo yo me adelanté diciéndole a ella que en la mañana hablaríamos, que no fue nada, y que ya habíamos cenado. Lo aparté a Roberto y nos fuimos a dormir. De allí en adelante no recuerdo nada, y a la mañana siguiente tampoco nadie se acordó de esta odisea.

Desperté tarde por la mañana. Ese gallo abominable me había despertado, y el sol que entraba por una ventana mal cerrada me daba en la cara. ¿Pero quién era yo? Sentada en la cama con la cabeza sostenida por mis manos traté de recordar. Estaba totalmente desnuda, y dando la vuelta en la cama camera vi a un hombre. Él estaba como yo, totalmente desnudo' era mi esposo. "¡Dios mío!", exclamé. "Si esto me sigue pasando: tendré que ir a un médico." .Es claro, yo recordaba que algo similar me habla pasado lejana y recientemente, pero no recordaba de qué se trataba. Miré mi ropa sobre la silla. ¡Qué ordenada estaba!, y las sandalias, ordenadas pero embarradas. ¿Donde las había embarrado?, si no llovió más que un chaparrón en todo ese tiempo ... Las ropas de Roberto estaban igualmente ordenadas sobre otra silla.

Sentía un dolor en el ombligo y me levanté para ir al baño. Decidí tomarme un baño completo; me sentía pegajosa, 'como SI hubiera transpirado mucho. De vuelta del baño noté en mi lado de la cama muchas hojitas de sina-sina, pero permanecían mudas y nada me decían.

Me puse la malla debajo de mi vestido de verano y fui a desayunar: Dejé que Roberto durmiera, En la playa habría bastante tiempo para hablar de lo que habíamos hecho ayer. Lleve un libro a la playa, la sombrilla me protegía del sol quenecesitaba para leer. Fue el libro de Gerald Durrel Mi familia y otros animales; hice varios intentos para leer pero aparecía una mancha roja en cuanto fijaba la vista en la hoja. Traté de comprobar si la veía en las cosas que me rodeaban; en efecto, apareció sobre la arena cerca de mí -tenía forma de pelota de rugby- y también en el horizonte, sobre el mar, las arenas y las carpas. "¡Dios mío!", dije, "tendré que ir al oculista".

No los abrumaré con detalles como éste. Sólo agregaré que al día siguiente, al ir al pueblo de Las Armas descubrí que tenía una mancha negra como un magullón en mi brazo izquierdo, y debajo de ella había cuatro más, y las yemas de mis dedos estaban doloridas, como si alguien las hubiese punzado. También encontré sobre mis pantalones pied du poule varias manchas de barro; además, el síntoma de la gran pelota de rugby roja fue lo último en desaparecer, ya que la tuve delante de mí durante dos meses.

El desasosiego y la nostalgia también invadieron mi ánimo en forma permanente a mi regreso a Buenos Aires; allí estaba el coche de la policía en su acostumbrado lugar. Recordé lo que había pasado; Roberto no quiso nunca más comentar el suceso, pero yo sí, sin saber a quién. Afortunadamente y recién después de 4 meses, cuando leí los datos sobre Betty y Barny Hill, en el caso ( ... ) de los Estados Unidos; vi algo de similitud en nuestras experiencias; además leí en Crónica de Akakor que los habitantes del planeta Swerta, que cuenta Tatunca Nara, tienen seis dedos. Este relato significa para mí no una derrota sino un triunfo. Así quiero contárselo a ustedes.


Termina aquí la narración de Hilda Torper, a quien sometimos a muchos exámenes hipnóticos y siempre nos narró lo mismo. El relato es alucinante, extraño, raro y parece fuera de toda lógica. Pero ¿quién tiene realmente la verdad? ¿Somos dueños de la verdad - verdad? Ella está aún traumada por su experiencia, que paulatinamente ha ido recordando con lujo de detalles.





The UFO Plague of Brazil a.k.a "The Brazilian Roswell"(Pt.4)

5 de junio de 2008

Akakor - La Leyenda de los Ugha Mongulala - Débora Goldstern

AKAKOR
"La Leyenda de los Ugha Mongulala"
Débora Goldstern©




“Y los Dioses gobernaron desde Akakor. Gobernaron sobre los hombres y sobre la Tierra. Tenían naves más rápidas que el vuelo de los pájaros; naves que llegaban a su punto de destino sin velas y sin remos, tanto por la noche como por el día. Tenían piedras mágicas para observar los lugares más alejados, de modo que podían ver ciudades, ríos, colinas y lagos. Cualquier hecho que ocurriera sobre la Tierra o en el cielo quedaba reflejado en las piedras. Pero lo más maravilloso de todo eran las residencias subterráneas. Y los Dioses se las entre­garon a sus Servidores Escogidos como su último regalo. Porque los Maestros Antiguos son de la misma sangre y tienen el mismo padre” La Crónica de Akakor. Karl Brugger


El 3 de enero de 1984, Karl Brugger, corresponsal de origen alemán que por ese entonces residía en el estado de Río de Janeiro –Brasil-, fue asesinado en pleno día por un tirador anónimo que le disparó a quemarropa mientras se encontraba paseando con un colega amigo, Ulrich Eucke, por la famosa playa de Ipanema. [1] En una ciudad donde la criminalidad, marginalidad y pobreza registran una de las tasas más elevadas del mundo, nadie prestó demasiada atención a la desaparición del periodista. La policía abrió un expediente para investigar el hecho, aunque las pruebas recopiladas no fueron muy efectivas. Solamente se pudo reconocer el arma, identificada como una ametralladora portátil 9 mm similar a una mini UZI, y que suele utilizar el personal militar. El agresor nunca fue detenido y el caso entró en zona muerta.

Ocho años antes de su deceso, Brugger, había alcanzado cierto éxito con un libro de su autoría, “La Crónica de Akakor. Mito y leyenda de un pueblo antiguo de Amazonia (1976)[2]”, best-sellers en Europa y EE.UU. La obra fue la culminación de un largo reportaje que dejó un saldo de doce tapes de grabación, con un único interlocutor, Tatunca Nara, mestizo indígena y líder de los Ugha Mongulala quién en forma oral contó un extraño y fantástico relato sobre los orígenes milenarios de su pueblo.

Nacía la leyenda de Akakor.

Remontémonos a 1971. Cuenta la historia, que los integrantes de una línea área comercial alemana Swissair, se encontraban paseando por Manaus estado de Amazonia, cuando fueron abordados por un mendigo vestido en forma harapienta, que les solicitó el pago de una comida. La sorpresa surgió al comprobarse que el desconocido, podía expresarse en perfecto alemán, causando el asombro de los tripulantes y en especial de su comandante, Ferdinand Schmidt, experimentado aviador.
Karl Brugger

El misterioso personaje dijo llamarse Tatunca Nara, príncipe de una tribu perdida de la selva, los Ugha Mongulala. Reveló además, que un contingente de 2.000 alemanes arribaron a su país en los últimos tramos de la Segunda Guerra Mundial -1939-1941-, refugiándose en Akakor, antigua ciudad subterránea legada por maestros venidos de las estrellas.

De vuelta en Alemania y aún impresionado por el relato de Tatunca Nara, Schmid, decide informar acerca del extraordinario encuentro a un periodista, Kart Brugger quién prestaba colaboración para una televisora pública nacional, la ARD, una de las cadenas de comunicación más importante de Europa.

Nacido en Munich -1941-, Brugger, además de su título como Periodista, contaba con estudios en Sociología e Historia. Con el tiempo se transformó en un reputado especialista de culturas nativas americanas.

Intrigado por la confidencia, el corresponsal alemán decide aceptar el reto y partir a Brasil en busca del “príncipe del mundo subterráneo”. A su llegada, inicia una serie de investigaciones que después de un año de pesquisas e indagaciones, se verían coronadas por el éxito.

“El 3 de marzo de 1972. M., al mando en Manaus del contin­gente brasileño en la jungla, facilitó el encuentro. Fue en el bar Gracas á Deus («Gracias a Dios») donde por pri­mera vez me enfrenté con el blanco caudillo indio. Era alto, tenía el pelo largo y oscuro y un rostro finamente moldeado. Sus ojos castaños, ceñudos y suspicaces, eran los característicos del mestizo. Tatunca Nara vestía un descolorido traje tropical, regalo de los oficiales, como posteriormente me explicaría. El cinturón de cuero, ancho y con una hebilla de plata, era realmente sorprendente. Los primeros minutos de nuestra conversación fueron difíciles. Con cierta indiferencia, Tatunca Nara expuso en un deficiente alemán sus impresiones de la ciudad blanca, con sus miles de personas, la prisa y la precipitación en las calles, los altos edificios y el ruido insoportable. Sólo cuan­do hubo vencido sus reservas y su suspicacia inicial, me contó la más extraordinaria historia que jamás había es­cuchado. Tatunca Nara me habló de la tribu de los ugha mongulala, un pueblo que había sido «escogido por los dioses» hacía 15.000 años. Describió dos grandes ca­tástrofes que habían asolado la Tierra, y habló de Lhasa, el legislador, un hijo de los dioses que gobernó el conti­nente sudamericano, y de sus relaciones con los egipcios, el origen de los incas, la llegada de los godos y una alianza de los indios con 2.000 soldados alemanes. Me habló de gigantescas ciudades de piedra y de los poblados subterrá­neos de los antepasados divinos. Y afirmó que todos estos hechos habían sido registrados en un documento denomi­nado la Crónica de Akakor.

Pero Brugger, dudó.

“La historia parecía demasiado extraordi­naria: otra leyenda más de los bosques, el producto del calor tropical y del efecto místico de la jungla impene­trable. Cuando Tatunca Nara concluyó su relato, yo tenía doce cintas con un fantástico cuento de hadas”

A pesar de sus vacilaciones en el terreno, el periodista decidió sondear entre sus contactos regionales para ver si se obtenían datos extras que validaran la historia.

Cuando le fueron presentados los resultados, quedó sorprendido.

Fotografías tomadas del archivo de Karl Brugger, donde se retratan extrañas
formaciones en forma de Domo y pilares desconocidos.
Supo, que la irrupción de Tatunca Nara en escena se produjo en 1968.

“Cuando un periódico menciona a un caudillo indio que salvó las vidas de doce oficiales, le fue­ron concedidos un permiso de trabajo brasileño y un docu­mento de identidad. Según diversos testimonios, el miste­rioso caudillo habla un deficiente alemán y sólo comprende algunas palabras de portugués, pero está familiarizado con varias lenguas indias habladas en las zonas altas del Ama­zonas. Unas pocas semanas después de su llegada a Ma­naus, Tatunca Nara desapareció súbitamente sin dejar huella”.

En 1969 estalló un violento enfrentamiento que involucró a las tribus salvajes y los colonos blancos en la provincia fronteriza peruana Madre de Dios.

“El líder de los indios, quien, según los informes de prensa pe­ruanos, era conocido como Tatunca («gran serpiente de agua»), huyó tras la derrota a territorio brasileño. Con objeto de impedir una repetición de los ataques, el gobier­no peruano solicitó del brasileño la extradición, pero las autoridades brasileñas se negaron a cooperar. Las hostilidades en la provincia fronteriza de Madre de Dios se prolongaron durante 1970 y 1971. Las tribus in­dias salvajes huyeron hacia los bosques casi inaccesibles cercanos al nacimiento del río Yaco. A Tatunca Nara pare­cía habérselo tragado la tierra. Perú cerró la frontera con Brasil e inició la invasión sistemática de los bosques vír­genes. Según los testigos oculares, los indios peruanos compartieron el destino de sus hermanos brasileños: fue­ron asesinados y murieron víctimas de las enfermedades de la civilización blanca”.

Por ese mismo año, una terrible sequía golpeó a la región de los Ugha Mongulala. Con el hambre en puerta, Tatunca Nara decidió arriesgarse a salir a la superficie, para pedir ayuda a los “Blancos Bárbaros”, y así aliviar los pesares que amenazaban a su gente.

Su confianza se depositó en un sacerdote[3].

“Vestido con las ropas de los soldados alemanes, abandoné Akakor y después de un laborioso viaje, llegué a Río Branco. una de sus grandes ciu­dades, situada en la frontera entre Brasil y Solivia. Aquí me dirigí al sumo sacerdote de los Blancos Bárbaros, a quien había conocido por intermedio de los doce oficiales blancos. Le revelé el secreto de Akakor y le hablé sobre la miserable situación de mi pueblo. Como prueba de mi historia, le entregue dos documentos de los Dioses, y éstos convencieron definitiva­mente al sumo sacerdote blanco. Accedió a mi petición y re­gresó conmigo a Akakor. La llegada a Akakor del sumo sacerdote blanco provocó violentas discusiones con el consejo supremo. Los ancianos y los señores de la guerra rechazaron todo contacto con él. Para evitar cualquier posible traición, exigieron incluso su cau­tividad. Solamente los sacerdotes estaban preparados para dis­cutir una paz justa. Después de argumentaciones infinitas, el consejo supremo concedió al sumo sacerdote blanco un pe­ríodo de seis meses, durante el cual expondría a su propio pue­blo la terrible situación de los Ugha Mongulala. Para que pu­diera reforzar su historia, le fueron entregados varios escritos de los Padres Antiguos. Si no lograba convencer a los Blancos Bárbaros, tenía la obligación de devolver los documentos a Akakor. Durante seis meses, nuestros exploradores esperaron en el lugar acordado para el encuentro en la zona alta del Río Rojo. El sumo sacerdote blanco no regresó. (Algún tiempo después me enteraría de que había muerto en un accidente de avia­ción. De todos modos, había enviado los documentos a una lejana ciudad llamada Roma. Esto es lo que, en cualquier caso, dijeron sus servidores.)”

En las postrimerías de 1972, Tatunca Nara llevó su historia a las autoridades brasileñas, para convencerlas de tomar cartas en el asunto.

“Con la ayuda de los doce oficiales cuya vida había salvado, entró en contacto con el servicio secreto brasileño. Apeló asimismo al Servicio de Protección India (FUNAI) y le habló a N., secreta­rio de la embajada de la República Federal de Alemania en Brasilia, sobre los 2.000 soldados alemanes que, según sostenía, habían desembarcado en Brasil durante la Se­gunda Guerra Mundial y están todavía vivos en Akakor, la capital de su pueblo. N. no creyó la historia y negó a Tatunca Nara todo acceso posterior a la embajada. FUNAI sólo accedió a cooperar una vez que muchos de los deta­lles de la historia de Tatunca Nara sobre tribus indias des­conocidas de la Amazonia fueron comprobados durante el verano de 1972. El servicio formó una expedición para establecer contacto con los misteriosos ugha mongulala y dio instrucciones a Tatunca Nara para que hiciera todos los preparativos necesarios. Sin embargo, estos planes se vieron interrumpidos por la resistencia de las autorida­des locales de la provincia de Acre. Siguiendo instruc­ciones personales del entonces gobernador Wanderlei Dantas, Tatunca Nara fue arrestado. Poco antes de su extradición a la frontera peruana, sus amigos oficiales lo liberaron de la prisión de Río Branco y lo devolvie­ron a Manaus”


Con los datos recogidos, Brugger decidió emprender una expedición hacia Akakor, que contaría con la guía de Tatunca Nara y la participación de un fotógrafo. Pero la aventura casi termina en tragedia.



“Abandona­mos Manaus el 25 de septiembre de 1972. Remonta­ríamos el río Purus hasta donde pudiéramos en un barco alquilado, tomaríamos después una canoa con motor fuera borda y la utilizaríamos para alcanzar la región del nacimiento del río Yaco en la frontera entre Brasil y Perú, luego continuaríamos a pie por las colinas bajas al pie de los An­des hasta llegar a Akakor. Tiempo necesario para la expedi­ción: seis semanas; probable regreso: a comienzos de no­viembre. Nuestro equipo se componía de hamacas, redes para mosquitos, utensilios de cocina, alimentos, las ropas habi­tuales para la jungla y vendajes médicos. Como armas, un Winchester 44, dos revólveres, un rifle de caza y un ma­chete. Además, llevábamos nuestro equipo de filmación, dos registradoras magnetofónicas y cámaras. Los primeros días fueron muy diferentes de lo que espe­rábamos: nada de mosquitos, ni de serpientes de agua ni de pirañas. El río Purus era como un lago sin orillas. Con­templábamos la jungla sobre el horizonte, con sus miste­rios ocultos tras una muralla verde.El primer pueblo que alcanzamos fue Sena Madureira, último asentamiento antes de penetrar en las todavía inex­ploradas regiones fronterizas entre Brasil y Perú. Era un lugar Típico de la Amazonia: polvorientas carreteras de ar­cilla, ruinosas barracas y un desagradable olor a agua es­tancada. Ocho de cada diez habitantes sufren de beriberi, lepra o malaria. La malnutrición crónica ha dejado a estos seres en un estado de triste resignación. Rodeados por la brutalidad de la inmensidad y aislados de la civilización, dependen principalmente del licor de caña de azúcar, único medio de escapar a una realidad sin esperanza. En un bar, nos despedimos de la civilización y nos topamos con un hombre que dice conocer las zonas altas del río Purus. En su búsqueda de oro, fue hecho prisionero por los indios haisha, una tribu semicivilizada que se asienta en la región del nacimiento del río Yaco. Su relato es desalentador: nos habla y no para sobre rituales caníbales y flechas enve­nenadas.El 5 de octubre, en Cachoeira Inglesa, cambiamos el bote por la canoa. A partir de aquí dependemos de Tatunca Nara. Los mapas de ordenanza describen el curso del río Yaco, pero sólo de una manera imprecisa. Las tribus indias que viven en esta región no tienen aún contactos con la civilización blanca. A J. y a mí nos domina un sentimiento de incomodidad. ¿Existe, después de todo, un lugar como Akakor? ¿Podemos confiar en Tatunca Nara? Pero la aven­tura se muestra más apremiante que nuestra propia an­siedad.

Doce días después de haber dejado Manaus, el paisaje comienza a cambiar. Hasta aquí el río semejaba un mar terroso sin orillas. Ahora nos deslizamos a través de las lianas por debajo de árboles voladizos. Tras una curva del río, hallamos a un grupo de buscadores que han construido una primitiva factoría sobre la orilla del río y criban la arena de grano grueso con cedazos. Aceptamos su invitación de pasar la noche y escuchar sus extraños relatos sobre indios con el pelo pintado de rojo y azul con flechas en­venenadas. El viaje se convierte en una expedición contra nuestras propias dudas. Nos hallamos a apenas diez días de nuestro presunto objetivo. La monótona dieta, el esfuerzo físico y el temor a lo desconocido han contribuido cada uno lo suyo. Lo que en Manaus parecía una fantástica aventura se ha convertido ahora en una pesadilla. Principalmente, comprendemos que nos gustaría dar la vuelta y olvidarlo todo sobre Akakor antes de que sea demasiado tarde. Todavía no hemos visto a ningún indio. En el horizonte aparecen las primeras cumbres nevadas de los Andes; a nuestras espaldas se extiende el verde mar de las tierras bajas amazónicas. Tatunca Nara se prepara para el regreso con su pueblo. En una extraña ceremonia, se pinta su cuer­po: rayas rojas en su rostro, amarillo oscuro en el pecho y en las piernas. Ata su pelo por detrás con una cinta de cuero decorada con los extraños símbolos de los ugha mongulala.El 13 de octubre nos vemos obligados a regresar. Des­pués de un peligroso pasaje sobre rápidos, la canoa es atrapada por un remolino y zozobra. Nuestro equipo de cámaras, empaquetado en cajas, desaparece bajo los den­sos arbustos de la orilla; la mitad de nuestros alimentos y de las provisiones médicas se han perdido también. En esta situación desesperada, decidimos abandonar la expe­dición y regresar a Manaus. Tatunca Nara reacciona con irritación: se muestra violento y contrariado. A la mañana siguiente, J. y yo levantamos nuestro último campamento. Tatunca Nara, con la pintura de guerra de su pueblo, cu­briéndole únicamente un taparrabos, toma la ruta terrestre para regresar con su pueblo. Este fue mi último contacto con el caudillo de los ugha mongulala.”

Pasaría mucho tiempo hasta que Karl Brugger y Tatunca Nara volvieran a reunirse. Con la edición del libro, la fama de Akakor se extendió por todos los rincones, y su historia, trascendió fronteras.

En su crónica oral, el líder de los Ugha Mongulala relató al periodista germano, que visitantes estelares aterrizaron en Sudamérica hace cerca de 15.500 años, procedentes de Schwerta, lugar remoto y “centro de un imperio conformado por numerosos mundos situado en los confines de nuestro universo”.

Fueron 130 familias que se establecieron en este continente.

“Ellos civilizaron a los hombres y fundaron la Tribu de los Ugha Mongulala, que significa “Tribus Escogidas Aliadas”. Y para sellar su alianza eterna, se unieron a ellos. De aquí que los miembros de esta Tribu se parezcan a los Shuerta, hasta en el color de la piel”.

Tatunca los describió como similares a nosotros en lo físico, salvo por un detalle: los desconocidos contaban con seis dedos. Los extranjeros erigieron 26 ciudades, casi todas subterráneas, tres de las cuales fueron elegidas como principales.

“La ciudad de Akakor se extendía más allá del río Purus, en un alto valle, situado en la frontera que divide a Brasil de Perú. La región de Madre de Dios (Perú) y Acre (Brasil), señalarían los límites de su territorio”2

En la lengua de Schwerta, Akakor significa Fortaleza 2. (Aka: 2 Kor: Fortaleza).

“Toda la ciudad está rodeada por una gran muralla de piedra con trece puertas. Éstas son tan estrechas que únicamente permiten el acceso de las personas de una en una.

Impresionante Dólmen situado en la Región Sur de Brasil

La lla­nura del Este, a su vez, está protegida por atalayas de piedra en las que escogidos guerreros se hallan continuamente en vigilancia de los enemigos. Akakor está dispuesta en rectángulos. Dos calles principales que se cruzan dividen la ciudad en cuatro partes, que corres­ponden a los cuatro puntos universales de nuestros Dioses.

El Gran Templo del Sol y una puerta de piedra tallada de un único bloque están situados sobre una gran plaza en el centro.

El templo mira hacia el Este, hacia el Sol naciente, y está decorado con imágenes simbólicas de nuestros Maestros Antiguos. En cada mano, una criatura divina sostiene un cetro en cuyo extremo superior hay una cabeza de jaguar. La figura está coronada con un tocado de ornamentos animales. Una extraña escritura, y que sólo puede ser interpretada por nues­tros sacerdotes, reseña la fundación de la ciudad. Todas las ciudades de piedra construidas por nuestros Maestros Anti­guos tienen una puerta semejante. El edificio más impresionante de Akakor es el Gran Templo del Sol. Sus paredes exteriores están desnudas y fueron cons­truidas con piedras artísticamente labradas. El techo está abierto de modo que los rayos del Sol naciente puedan llegar hasta un espejo de oro, que se remonta a los tiempos de los Maestros Antiguos, y que está montado en la parte delantera. Figuras de piedra de tamaño natural flanquean la entrada del templo por ambos lados. Las paredes interiores están tapiza­das con relieves. En una gran arca de piedra hundida en la pared delantera del templo se encuentran las primeras leyes escritas de nuestros Maestros Antiguos”

Luego le sigue Akanis (Fortaleza 1), edificada “sobre una estrecha lengua de tierra, cercana a México, dónde se enfrentan los dos océanos[4].

La última, Akahim (Fortaleza 3) quizás la más misteriosa, se encuentra al norte de Brasil lindante con Venezuela.

“Se parece a Akakor, con su puerta de piedra, el Templo del Sol y los edificios para el príncipe y los sacerdotes. Una piedra labrada en forma de dedo extendido señala el camino hacia la ciudad. La entrada real está oculta detrás de una inmensa cascada de agua. Sus aguas caen hasta una profundidad de 300 metros”. . Yo puedo revelar estos secretos porque desde hace 400 años Akahim está en ruinas. Después de guerras terribles contra los Blancos Bárbaros, el pueblo de los Akahim destruyó las casas y los templos de la superficie y se retiró al interior de las residen­cias subterráneas. Estas residencias están dispuestas como la constelación estelar de los Dioses y se hallan conectadas mediante unos largos túneles de forma trapezoidal. Hoy en día, sólo cuatro de las residencias están todavía habitadas; las nueve restantes están completamente vacías. Los en un tiempo poderosos Akahim apenas ascienden actualmente a 5.000 almas.

“Akahim y Akakor se comunican entre sí mediante un pasa­dizo subterráneo y un enorme sistema de espejos. El túnel comienza en el Gran Templo del Sol de Akakor, continúa por debajo del cauce del Gran Río y termina en el centro de Aka­him. El sistema de espejos se extiende desde el Akai por en­cima de la alineación de los Andes, hasta las Montañas Roraina, que es como las llaman los Blancos Bárbaros. Consiste en una serie de espejos de plata de altura equivalente a la de un hombre y montados sobre unos grandes andamios de bron­ce. Cada mes, los sacerdotes se comunican por este sistema los acontecimientos más importantes en un idioma de signos secretos. Fue de esta forma cómo la nación hermana de los Akahim tuvo noticias por primera vez sobre la llegada de los Blancos Bárbaros al país llamado Perú.”


Además de la descripción de las ciudades subterráneas, se incluyeron otras revelaciones importantes, que acrecentaron aún más el enigma

Tatunca habló de tecnología extraterrestre y documentos antiguos que se ocultarían en los recintos.

“Mi pueblo únicamente ha conservado la memoria del Imperio de Samón y sus regalos a Lhasa, los pergaminos escritos y las piedras verdes. Nuestros sacerdotes los han guardado en el recinto religioso subterráneo de Akakor, en donde también se conservan el disco volante de Lhasa y la extraña vasija que puede atravesar las montañas y las aguas. El disco volante es del color del oro resplandeciente y esta hecho de un metal desconocido. Su forma es como la de un cilindro de arcilla, es tan alto como dos hombres colocados uno encima del otro, y lo mismo de ancho. En su interior hay espacio para dos personas. No tiene velas ni remos. Pero dicen nuestros sacerdotes que con él Lhasa podía volar más rápido que el águila más veloz y moverse entre las nubes tan ligero como una hoja en el viento. La extraña vasija es igualmente misteriosa. Seis largos pies sostienen una bandeja plateada. Tres de los pies apuntan hacia delante, otros hacia atrás. Estos e parecen a cañas dobladas de bambú y son móviles; terminan en unos rodillos de la largura parecida a los lirios del valle. Fieles a los deseos de nuestros Maestros Antiguos, los sacerdotes recogieron todos los conocimientos y todas las experiencias y lo conservaron en las residencias subterráneas.


Los objetos que dan testimonio de 12.000 años de la historia de mi pueblo se guardan en una habitación labrada en la roca. Aquí se hallan también los misteriosos dibujos de nuestros Padres Antiguos. Están grabados en verde y en azul sobre un material desconocido para nosotros. Ni el agua ni el fuego pueden destruirlo.” // “Uno de los mapas muestra que nuestra Luna no es la primera y que tampoco es la única de la historia de la Tierra. La Luna que nosotros conocemos comenzó a acercarse a la Tierra y a girar en derredor de ella hace miles de años. En aquel entonces el mundo tenía otro aspecto.

“En el Oeste, allí donde los mapas de los Blancos Bárbaros solamente registran agua, existía una gran isla. Asimismo en la parte septentrional del océano se encontraba una gigantesca masa de tierra. Según nuestros sacerdotes, ambos quedaron sumergidas bajo una inmensa ola durante la primera Gran Catástrofe, la de la guerra entre las dos razas divinas. Y añaden que esta guerra trajo la desolación a la Tierra y también a los mundos de Marte y de Venus, que es como los Blancos Bárbaros los llaman.”

Y también de cuerpos alienígenas en estado de suspensión.


“Entré en el recinto religioso al despuntar la mañana, poco después de la salida del sol. Envuelto en el traje dorado de Lhasa, descendí por una espaciosa escalera. Me condujo al interior de una habitación, y ni aún ahora puedo decir si ésta era grande o pequeña. El techo y las paredes eran de un color infinitamente azulado. No tenían ni comienzo ni final. Sobre una losa de piedra labrada había pan y una fuente de agua, los signos de la vida y la muerte. Un profundo silencio reinaba en la habitación. Repentinamente, una voz que parecía proceder de todas partes me ordenó que me levantara y que entrara en la siguiente habitación, que se parecía al Gran templo del Sol. Sus paredes estaban recubiertas de muchos y muy diversos instrumentos. Brillaban y resplandecía en todos los colores. Tres grandes losas hundidas en el suelo fosforecían como el hierro. Contemplé maravillado los extraños instrumentos durante algún tiempo. Tan deslumbrados estaban, mis ojos por la brillante luz que tarde bastante tiempo en reconocer algo que ya nunca olvidaré. En el centro de la habitación cuyas paredes irradiaban una misteriosa luz se encontraban cuatro bloques de piedras transparentes. Cuando, lleno de temor, pude acercarme, descubrí en ellos a cuatro misteriosas criaturas: cuatro muertes vivientes, cuatro humanos durmientes, tres hombres y una mujer. Yacían en un líquido que los cubría hasta el pecho. Eran como los humanos en todos los aspectos, sólo tenían seis dedos en las manos y seis dedos en los pies.”

Cuando esta información llegó a oídos de los investigadores, Erich Von Däniken, de origen suizo, fue uno de los primeros en retomar la posta abandonada por el periodista alemán. En el libro de Brugger, Däniken, figuraba en los créditos como redactor del prólogo de Akakor, y por ende, contaba con antecedentes en el tema. Teniendo en cuenta el espíritu aventurero que el escritor tan bien supo imprimir en sus libros, no resultó sorpresa su intención de lanzar una expedición en busca de la ciudad perdida, a pesar de la experiencia fallida de Brugger. Pero desde el comienzo, arreciaron las dificultades.

En Testigo de los Dioses, el suizo relató los pormenores que hicieron fracasar la operación.

“Hace dos años entré en contacto, sin que ello guardase ninguna relación con el libro de Brugger, con un señor de Manaus llamado Ferdinand Schmidt. Dicho señor Schmidt había sido toda su vida piloto de la Swissair. Después de jubilarse aceptó la misión de trabajar para la Cruz Roja en Brasil. Esa misión le llevó a Manaus, y en el marco de sus actividades tuvo ocasión de tratar muchas veces a Tatunca Nara. Este le contó al señor Schmidt la historia de su tribu, exactamente en los mismos términos que más tarde publicaría Brugger. Schmidt y yo intercambiamos algunas cartas, y luego tuvimos una entrevista en Zurich. Yo propuse organizar una expedición al territorio de la tribu de Tatunca, como única manera de verificar hasta que punto era verídica tan extraordinaria historia. Schmidt regresó a Manaus y, en su calidad de experto piloto, empezó a programar la expedición, manteniéndose al mismo tiempo en contacto con Tatunca, quién dijo hallarse dispuesto a guiar un pequeño grupo hasta los lugares donde moraba su tribu. /../ La expedición estaba prevista para la primera quincena de julio (1977), y deberíamos acercarnos cuanto fuese posible al territorio de la tribu empleando dos helicópteros. Contábamos para ello con la autorización de la Comisaría brasileña de asuntos indígenas, la FUNAI. El jefe de la expedición iba a ser Tatunca Nara, pues sólo él sabía el emplazamiento de la misteriosa ciudad. Pese a mi gran curiosidad, yo no deseaba lanzarme a ciegas a una aventura que iba implicar para mí un esfuerzo financiero bastante considerable. Después de las conversaciones preliminares, Ferdinand Schmidt convenció al caudillo indígena para que regresara solo, de momento, a reunirse con los de su tribu y recoger allí una prueba convincente de la existencia de artefactos técnicos como los descritos por él. Por ejemplo, Tatunca podría tomar fotografías de los mismos. La presentación de esos documentos sería la señal de salida para la expedición, ya preparada en todos sus detalles. Tatunca recibió una cámara de manejo sencillo y, además, un motor fuera de borda nuevo para su barca. A finales de marzo salió de Manaus con instrucciones de regresar dos meses más tarde. Tatunca nunca apareció.

“ Ahora bien, como los indios no tienen la noción de la puntualidad tan definida como nosotros, los retrasos no son cosa rara tratándose de ellos. Por otra parte, era posible que la demora viniese impuesta por condiciones climáticas adversas. A veces, los afluentes del río Negro, llevan tan poco caudal, que dejan pasar una lancha motora y se hace preciso aguardar a las próximas lluvias. El 10 de julio aterricé en Manuas. Tatunca aún no había aparecido. El retraso era de un mes y medio. Sin su presencia, hubiese sido absurdo iniciar la expedición con los helicópteros. Pero la empresa que alquilaba los helicópteros no estaba dispuesta a tener inmovilizados por mucho tiempo sus costosos aparatos. Insistió en que avisáramos con cuatro semanas de anticipación, cuando estuviéramos dispuestos a utilizarlos. Por tanto, si yo hubiera dado luz verde a la expedición el 10 de julio, habríamos tenido que partir cuatro semanas más tarde, con Tatunca o con sin él. Como a mediados de julio Tatunca seguía si aparecer, anulé la expedición.


Saqué pasaje para regresar a Europa, y precisamente el último día de mi estancia allí se presentó Tatunca con su barca por el río Negro. Su primera pregunta fue si habíamos recibido las fotos, entregadas diez días antes a un carguero comercial con instrucciones que nos fuesen transmitidas a nosotros. Desde luego, no habíamos recibido nada. Tatunca dijo que había estado con los de su tribu en la ciudad de Akahim, y nos reiteró de nuevo sus manifestaciones acerca de los depósitos de material técnico de los dioses en la mencionada ciudad. El caso es que no lleva consigo ninguna prueba. Cuando se lo reprochamos, él nos contestó que su obligación era mirar por su pueblo y no por nosotros, y que no podía traicionar a los suyos llevándose ningún objeto de los que ellos consideraban sagrados; que ello sería lo mismo que para nosotros robar una Iglesia. Nuestra conversación duró doce horas, y todavía no sé que pensar de toda esa historia. Lo que nos contó no era ilógico ni imposible …¡pero sí extraordinariamente improbable!. Tatunca notó mi desconfianza, y prometió hablar con sus sacerdotes aquella misma noche …” // “Tatunca dijo que los indios sabían comunicarse por vía extrasensorial o, como diríamos nosotros, telepática[5]. Si bien, según Tatunca, esa clase de comunicación no emplea palabras ni frases, sino una concentración intensa de sentimientos, de sensaciones como el hambre, el amor, la amistad, el odio, la felicidad, la guerra, la enemistad, y así sucesivamente. Con ello sería posible crear símbolos y entenderse a distancia. Dijo que todos los indios practicaban esta clase de comunicación telepática desde su primera infancia.” // “Aplacé mi regreso veinticuatro horas. Al día siguiente, Tatunca se presentó con mucho aplomo y dijo que había conseguido explicar a sus sacerdotes que no podía presentarse ante mí con las manos vacías, pues el hombre blanco no le haría caso. Ahora tenía permiso de los sacerdotes para aportar una prueba capaz de convencerme. Por consiguiente, partiría de nuevo a reunirse con los suyos, recogería la prueba y volvería a Manaus. El señor Schmidt quedó encargado de avisarme por teléfono cuando todo ello se hubiese cumplido. Hasta la fecha Tatunca no se ha presentado con las pruebas prometidas. Sigo esperando.”

Cuando Tatunca se relacionó con Däniken, le contó detalles inéditos de las ciudadelas y que diferían un tanto del relato confiado a Brugger. Uno de esos ejemplos se presentó con Akahim.

El indígena señaló que en esa fortaleza se “adoraba un objeto misterioso que hace mucho tiempo atrás había sido entregado a los sacerdotes por los Dioses venidos del cielo en una nave brillante. Un objeto milenario que según las tradiciones comenzaría a cantar en el momento que esos Dioses retornaran a la Tierra. Y que recientemente había comenzado a emitir extraños zumbidos semejantes al de las abejas, causando un intenso fervor y reverencia entre su pueblo”.

Esto motivó las ansias del escritor por encontrar el objeto extraterrestre.

A pesar de sus reservas iniciales, Däniken dió luz verde para que la expedición se concretase. Nuevamente Tatunca y Schmidt fueron convocados. El gobierno brasileño la autorizó, pero con la condición que se contará con la participación de Roldão Pires Brandão, un renombrado arqueólogo y expedicionario. Faltando dos días para arribar a Akahim, se produjo un confuso episodio que involucró a Pires Brandão[6], el cual resultó herido de bala en un brazo, hecho calificado como “accidente”.

Durante la travesía truncada, Pires Brandão observó extrañas formaciones en la selva. A su regreso partió en un vuelo por la zona, dándose cuenta que esos montículos no eran normales, sino que se asemejaban a pirámides. Por esa época un grupo de exploradores ingleses intentaban llegar a Akahim a través de Venezuela. Temiendo perder la primicia, el arqueólogo informó de su descubrimiento a la revista “Veja”, una de las más importantes de Brasil. El 1 de Agosto de 1979, un reportaje de cinco páginas mostró el increíble hallazgo. La noticia recorrió el mundo[7]. Cuatro años antes, en 1975, el satélite Landsat de la Nasa había captado diez formaciones piramidales en el sudeste del Perú, en la zona de Alta Madre de Dios.

“Dichas pirámides y la ciudad de Akahim se situaban en la cordillera de Parima, en el sistema montañoso del Gurupira, en las fuentes donde nace el río Padauiri (que es afluente del Rio Negro). Su localización está cercana a la frontera con Venezuela y el territorio es considerado por el gobierno brasileño de “seguridad nacional”. Las pirámides son de base cuadrangular y la más elevada debe tener entre 100 y 150 metros de altura. Las otras son de menores dimensiones. El arqueólogo Roldao Pires Brandao observó que “las pirámides por su forma son idénticas a las descubiertas en México”. Las fotos publicadas por la revista Veja muestran otras construcciones cubiertas por vegetación baja.” // “La expedición brasileña pudo fotografiar las pirámides desde unos cuatro kilómetros de distancia pero, les fue imposible aproximarse a ellas ni a las ruinas de la ciudad abandonada de Akahim ya que no podían abrirse camino a través de la tupida jungla por falta de braceros.

Pirámide de Akahim. Revista Veja 01-08-79
“La expedición brasileña asegura haber tenido como guía al indio Tatunca Nara que, no solo les llevó hasta el lugar donde se ubicaban las pirámides sino que prosiguieron hasta el noroeste, siguiendo las crestas de la Sierra de Gurupira, hasta llegar a las inmediaciones de las ruinas de una ciudad perdida y abandonada medio escondida entre la espesura de la selva. En ella pudieron observar incontables bocas de cavernas por entre las rocas del lugar adyacente.


Al parecer, según testimonios posteriores, la ciudad ya había sido vista por pilotos civiles y militares de las Fuerzas Aéreas Brasileñas que sobrevolaron la región. Un etnólogo que les acompañó, Ryoku Yuhan[8], llegó a la conclusión, después de haber examinado “desde lejos” la ciudad, de que las ruinas tenían gran semejanza con construcciones de estilo incaico y deben tener una antigüedad de “cientos de siglos” (?). Incluso apuntó la posibilidad de que tales ruinas correspondiesen a las de Eldorado, tan buscadas por los españoles. Esta ciudad fue localizada a unos 180 kms. del lugar donde se ubicaban las pirámides.”

El descubrimiento de las pirámides del Amazonas, le brindó a la historia de Akakor una publicidad extra. Trunca Nara, aumentó su credibilidad entre los investigadores, que intuyeron tras su relato una fuente de verdad.

“Además de estas poderosas ciudades, los Padres Antiguos erigieron tres recintos religiosos sagrados: Salazere, en las zonas altas del Gran Río; Tiahuanaco, sobre el Gran Lago: y Manoa, en la llanura elevada del Sur. Eran las residencias terrestres de los Maestros Antiguos y un lugar prohibido para los Ugha Mongulala. En el centro se levantaba una gigantesca pirámide, y una espaciosa escalera conducía hasta la plata­forma en la que los Dioses celebraban ceremonias desconocidas por nosotros. El edificio principal estaba rodeado de pirá­mides más pequeñas e interconectadas por columnas, y más allá, sobre unas colinas creadas artificialmente, se situaban otros edificios decorados con láminas que resplandecían.

Cuentan los sacerdotes que con la luz del Sol naciente las ciudades de los Dioses parecían estar en llamas. Éstas radia­ban una misteriosa luz, que se reflejaba en las montañas ne­vadas.”//" También los recintos religiosos son un misterio para mi pueblo. Sus construcciones son testimonio de un conocimiento superior, incomprensible para los humanos. Para los Dioses, las pirámides no sólo eran lugares de residencia sino también símbolos de la vida y de la muerte. Eran un signo del sol, de la luz, de la vida. Los Maestros Antiguos nos enseñaron que hay un lugar entre la vida y la muerte, entre la vida y la nada, que está sujeto a un tiempo diferente. Para ellos, las pirámides suponían una conexión con la segunda vida”.

Con la noticia en primera plana, Däniken optó por una nueva expedición, la cual tampoco prosperó. Solo alcanzó para un relato oral de Ferdinand Schmidt[9].

Llegados al punto más abajo de la catarata mayor, en el que estaba enclavado nuestro antiguo campamento, nos plantamos en veinte minutos de marcha a través de la selva ante la pared rocosa que había que escalar. Alcanzamos el punto más alto, que estaba poblado de muchas variedades de cactus, y que ofrecía una grandiosa panorámica hacía el oeste. Desde aquí pude fotografiar las tres pirámides y la inmediata cadena montañosa con las antiguas ruinas de Akahim. A partir de ahora nos encaminamos juntos en dirección hacia la catarata, a través de la selva, y a poca distancia de la orilla. De repente había ante nosotros, apoyado en un árbol, un indio.
Pirámide oculta en la maleza de la selva amazónia.


Entre él y nosotros mediaba una hondonada pequeña. Tatunka se detuvo y exclamó “Ramos”.El indio se encaminó hacía Tatunka y ambos se abrazaron. Ramos tenía cabellos negros que le caían sobre los hombros, lucía una cinta trenzada en la frente, era de piel bastante oscura, pero tenía ojos claros, verdes. De la oreja derecha le pendía una cadenita en forma de gota, con alguna figura y un reborde exterior decorado.

Ramos era el jefe de la tropa de los Mongulala y estaba allí con sus guerreros, quienes esperaban más arriba. Ramos advirtió a Tatunka que los sacerdotes de su tribu habían decidido su casamiento con la princesa que le había sido asignada hace ya muchos años[10]. Después Ramos le preguntó por el escritor (Däniken), ya que los Mongulala esperaban encontrarse con él, en lugar de con Ferdinand Schmid. Como Tatunka debía volver para casarse con la princesa, Schmid tuvo que elegir entre proseguir él solo con Ramos y sus guerreros o echar para atrás y regresar:

El suizo sabía que apenas quedaban unos kilómetros para alcanzar Akahim, la ciudad donde se ocultaban las reliquias tecnológicas de los dioses. Schmid estaba en un dilema. Ramos y sus guerreros no le daban garantías por su vida tanto en su viaje a Akahim como en el retorno a Manaos. Pese ello, con cierta osadía, se empeñó en ir a Akahim. Pensó que, después de tan largo y penoso camino por una jungla donde llovía copiosamente la mayor parte del tiempo, estando a un par de pasos del objetivo tanto tiempo esperado no podía desaprovechar aquella oportunidad que, tal vez, fuese la última.

Pero Tatunka le dijo que tenía miedo de volver solo a la civilización. Argumentó que, si regresaba sin Schmid, los blancos -y en especial el propio Däniken-, querrían saber de su paradero y Tatunka se preguntaba si creerían la palabra de un indio. Schmid pensó que si le daba una carta para Erich von Däniken el problema quedaba resuelto. Pero el indio no lo veía claro. Si les daba la carta a los blancos estos podrían pensar que él la escribió presionado por amenazas. De esta forma, Schmid no tuvo más remedio que volver con Tatunka a Manaos.” Resignado, el suizo captó la señal de alerta, marchándose de regreso a su país.

Otros investigadores desoyeron “las señales”, y continuaron buscando las ciudades subterráneas. La mayoría desapareció en la selva amazónica.

Lista macabra:

1977: Un joven norteamericano obsesionado con Akakor arriba al Cuzco, para tratar de organizar una expedición que lo conduzca hacia las zonas desconocidas de del sureste del Perú. Contrató a una guía para que lo acompañara hasta las fuentes del Río Yaco, donde esperaba entrevistarse con un “indígena” que lo llevaría a la ciudad oculta. Nunca más se lo vio con vida.

1980: John Reeds, otro norteamericano desaparecido. Una carta fue encontrada dentro de sus pertenencias donde declara estar a dos días de Akahim. En la misma hay elogios hacia Tatunca Nara. Sin embargo contra los deseos de este se interno solo en la selva.

1983: Herbert Wanner. Ciudadano suizo. Desaparecido y encontrado muerto. Tuvo contacto con Tatunca Nara. Interrogado negó cualquier implicancia.

1986: Christine Heuser. Investigadora alemana de la AAS[11]. Paso cuatro semanas con Tatunca Nara. Se cree que tuvo un romance con el líder de los Ugha Mongulala. Hasta hoy figura como desaparecida.

En la distancia, Karl Brugger observaba los acontecimientos que se sucedían y planificaba su regreso en silencio, el cual se concretó en 1981. Acompañado de Tatunca Nara, intentó convencer a un cineasta, Orlando Senna para que produjera un video documental sobre Akakor.

Senna se negó a participar, argumentando: “que no estaban dadas las condiciones de seguridad para una incursión a zonas tan inhóspitas”.[12]

Cuando en 1984 sobreviene la muerte del periodista, un nuevo capítulo comienza a escribirse en la intrincada y enigmática historia de Akakor.

Hasta ese entonces no existían objeciones demasiado graves en contra de la figura de Tatunca Nara, pero todo eso cambió, cuando desde Alemania se difundió que el indígena en realidad era un ciudadano de ese país con un pasado como convicto.

Günter Hauck, tal su verdadero nombre, figuraba en los archivos policiales alemanes como desaparecido desde el 15 de Febrero de 1968, fecha, en la cual abordó un barco para dirigirse a Río de Janeiro. A partir de allí, su rastro se perdía.

El expediente también mencionaba, que durante su estadía en prisión fue conocido con el apodo de Tatunca Nara.

Solo el dato de la fecha, bastaba para demoler una de las primeras incongruencias detectadas del relato que Tatunca contara a Karl Brugger. Era imposible que su proclama de príncipe de Akakor fuera viable en 1968, teniendo en cuenta que su ingreso a Sudamérica se produjo en esa misma época.

En medio de la polémica, otro tema salió a luz. Se denunció que en los días posteriores a la muerte de Brugger, el consulado alemán entró a su departamento y se llevó toda la documentación privada del periodista.

¿Qué estaba pasando?

Surgieron versiones acerca de un nuevo libro que Brugger pensaba publicar a la brevedad. Según sus allegados, el periodista confió, que estaba trabajando en una hipótesis más controversial acerca del tema de las ciudades subterráneas, y que de conocerse, causaría sensación. También habló, sobre incursionar en el tema nazi y sus exploraciones en la jungla sudamericana, pues dijo contar con documentos inéditos que avalarían su investigación.[13]

De estas afirmaciones se desprende, que Brugger nunca perdió las esperanzas de encontrar las ciudades perdidas. Podemos suponer, que era consciente de la verdadera identidad de Tatunca Nara, pero aún así, el indígena continuó jugando un papel fundamental en el trazado de su historia. Tal vez Brugger, no creyó necesario hacer público un detalle que ponía en riesgo la credibilidad de su libro, y por otra parte, hasta sus últimos días tuvo la certeza que Tatunca no mentía.

Pero si no mentía, no se explica el fracaso de todas las expediciones emprendidas, incluyendo la del propio Brugger. Ahora bien, en el tren de conjeturas, ¿qué es lo que se esconde tras Akakor?. Y, ¿por qué ese repentino interés en el factor nazi?.

Veamos.

Durante la redacción de Crónicas de Akakor, Tatunca Nara contó a Brugger una intrigante historia. Refirió, que en 1936 Sinakaia, príncipe de su pueblo por esos años, tomó parte en el asalto de Santa María, poblado brasileño situado en las zonas altas del Río Negro. Los Ugha Mongulala, asesinaron a gran parte de los ocupantes, exceptuando, a cuatro mujeres que fueron hechas prisioneras. Sólo sobrevivió una monja de nacionalidad alemana, Reinha, que más tarde renunció a sus hábitos y se casó con Sinkaia. De esta unión habría nacido Tatunca Nara.

Cuatro años después, en 1941, la nueva princesa partió como embajadora en un viaje secreto hacia Alemania. Un año después, Reinha regresó con algunos dirigentes alemanes. Se estableció una alianza entre los dos pueblos. El acuerdo contemplaba que Akakor, recibiría dos mil soldados alemanes para enseñar a los Ugha Mongulala el manejo de armas poderosas, y que a cambio, estos últimos, se comprometían a construir grandes fortificaciones y a ganar nueva tierra cultivable. “Pero la parte más importante del acuerdo, estableció que los alemanes desembarcarían en la costa brasileña y ocuparían las ciudades más importantes. Los guerreros de los Ugha Mongulala apoyarían la campaña mediante rápidas incursiones sobre los poblados de los Blancos Bárbaros situados en el interior del país.




Soldados alemanes en el Amazonas
Tras la esperada victoria, Brasil sería dividido en dos territorios: los soldados alemanes reclamarían las provincias de la costa; los Ugha Mongulala serían satisfechos con la región sobre el Gran Río que les había dado por los Dioses 12.000 años antes.”


Según Tatunca los soldados alemanes tenían una ruta de viaje que les permitía ingresar al Continente Sudamericano sin problemas.

“El punto de partida lo constituía una ciudad alemana llamada Marsella. Se les decía que su destino era Inglaterra. Una vez a bordo de la nave, que podía moverse bajo el agua como un pez, les era revelado su auténtico destino. Después de viajar durante tres semanas por el océano oriental, llegaban a la desembocadura del Gran Río. Aquí les recogía un barco más pequeño, que los transportaba hasta las zonas altas del Río Negro. En la última parte de su viaje eran acompañados por exploradores de Ugha Mongulala. El trayecto hasta la gran Catarata situada en la frontera entre Brasilo y Perú lo realizaban en canoas, y desde aquí solamente eran necesarios veinte horas de camino hasta llegar a Akakor. En conjunto el viaje de los soldados alemanes duraba unas cinco lunas.”

Para 1945 dos mil soldados alemanes se encontraban viviendo en Akakor. La finalización de la Segunda Guerra interrumpió el plan original. Ante la imposibilidad de volver a Alemania, los soldados optaron por establecerse con los Ugha Mongulala.


En este punto de su libro, Brugger, prestó mucha atención y decidió buscar registros históricos que dieran asidero a la versión brindada por Tatunca.

Escribió:

“Las operaciones en América del Sur de las asociaciones secretas alemanas no fueron menos numerosas y bien fundadas. Ya en 1938, un submarino alemán reconoció la zona inferior del Amazonas. Su tripulación hizo una investigación geográfica y estableció contactos con la colonia alemana en Manaus. Realizó asimismo el primer film histórico sobre la Amazonia, que todavía se conserva en los archivos de Berlín Oriental. El material fotográfico hecho público demuestra que el interés de los investigadores fue mucho más allá de la mera recogida de datos personales. Otras operación, que se halla documentada en los archivos de la fuerza aérea brasileña, fue el viaje del barco de la S.S. Carolina en junio de 1943 desde Maceió hasta Belem. Sólo puede imaginarse cuáles eran las órdenes del audaz carguero alemán. La fuerza área brasileña pensó que transportaba un cargamento de armas para agente secretos alemanes y atacó el barco sin éxito. Más esta explicación, vista retrospectivamente, parece poco probable. Nunca hubo colonia alemana alguna en el área de Maceió ni tampoco instalaciones de las fuerzas brasileñas. Hay numerosas referencias sobre operaciones secretas del Tercer Reich en Brasil. Testigos oculares afirman haber observado el desembarco de submarinos alemanes en la costa de Río de Janeiro. Un periodista de la revista brasileña Realidad e incluso descubrió en el Mato Grosso una colonia alemana, compuesta al parecer exclusivamente de antiguos miembros de las S.S.

“Según la Crónica de Akakor, 2.000 soldados alemanes llegaron a la capital de los ugha mongulala entre 1940 y 1945. El punto de partida de esta operación secreta lo constituyó Marsella. Entre sus miembros se encontraban A. Jung de Rastatt, H. Haag de Mannheim, A. Schwager de Stuttgart, y K. Liebermann de Roth. Mujeres y niños acom­pañaron al último grupo. El contacto había sido facilitado por una hermana misionera alemana de la estación de Santa Bárbara. Una investigación de los datos contenidos en la Crónica de Akakor suministró la evidencia de que los cuatro soldados mencionados fueron dados por muertos en 1945. Según información recibida de la diócesis amazó­nica, la estación misionera de Santa Bárbara fue atacada y destruida por tribus salvajes indias en el año 1 936. Entre los numerosos muertos se encontraban varias monjas ale­manas.

“Teniendo en cuenta los preparativos técnicos que el desembarco de 2.000 soldados alemanes habría requerido, los datos son insuficientes. Pero las operaciones de los comandos secretos alemanes durante la Segunda Guerra Mundial podrían ser comprobadas en los casos en los que hubieran sido organizadas por la Abwehr. Los documentos sobre las actividades de la división extranjera del Partido Nacional Socialista o de asociaciones secretas del tipo de la Ahnenerbe o bien nunca fueron registrados o bien fueron quemados. Técnicamente, el desembarco de 2.000 solda­dos alemanes podría haber sido posible. La predilección de Hitler por las ciencias ocultas debió haberle urgido a establecer contactos con un «Pueblo Escogido».* El bió­grafo de Hitler, Rauschning, caracteriza al «Führer del Gran Imperio Alemán» de la siguiente manera: «Los pla­nes y las acciones políticas de Hitler únicamente pueden comprenderse si uno conoce sus más profundos pensa­mientos y ha experimentado su convicción de la relación mágica entre el hombre y el Universo».”

Coincidimos con Brugger, que tanto la Abwehr, como la Ahnenerbe, contaban con los medios necesarios para implicarse en una operación de esta envergadura.


La Abwehr, fue el servicio de inteligencia alemán que comenzó a funcionar en 1866. Durante la Segunda Guerra Mundial fue dirigido por el Contralmirante Wilhelm Canaris (1887-1945?).[14] Además de estar encargado de la inteligencia, la Abwer, desarrolló tareas de espionaje, contrainteligencia, seguridad, actividades de sabotaje y subversión. En Sudamérica se concentraron en tareas de inteligencia naval y marítima. Muchos países del continente que simpatizaban con los alemanes, prestaron una valiosa colaboración a la causa nazi.


Wilhel Canaris

Algunos biógrafos sostienen que Canaris fue “el artífice de un plan denominado Z-Plan, un plan, para continuar la guerra, en caso de que Alemania perdiera militarmente. También creó una organización denominada “Die Kette”[15] , para continuar la guerra desde fuera de Alemania si el territorio era invadido y cuyo símbolo era un águila alemana sobre un Sol negro. Tanto el Z-Plan como la organización Die Kette no fueron concebidos con fines a corto o mediano plazo, sino para perdurar por varias generaciones”.

Una hipótesis no confirmada sugiere que Canarias, quién era amigo del general Franco, “obtuvo la península de Jandia (Fuenteventura) en las Islas Canarias por su contribución en la guerra civil, supuestamente era una base secreta de submarinos que sería descubierta después de la guerra, donde los alemanes la utilizarían como vía de escape, aprovisionamiento y escala rumbo a otras bases secretas en América del Sur y la Antártica. Esta residencia llamada Villa Winter sería del General Gustav del servicio de inteligencia alemán al que los nativos de la isla llamarían “Don Gustavo”. Esta base estaría construída bajo alto secreto sobre cuevas y caverna naturales que comunicarían a su vez con la residencia camuflada que serviría de bunker y punto de observación de la costa.”

Resulta sugestiva la mención de bases sudamericanas. ¿Pudo haberse establecido alguna en territorio brasileño?. No, si pensamos que este país le declaró la guerra al Eje en 1942, factor que complica cualquier acción de esa índole. Pero las posibilidades están abiertas y no se pueden descartar.

Como segunda opción tenemos a la Ahnenerbe. La Sociedad de estudios para la antigua historia del espíritu (Deutsche Ahnenerbe)[16], mejor conocida como la Herencia de los Ancestros, fue creada el 1 de Julio de 1935. En sus comienzos funcionó como un Instituto de Investigaciones avanzadas de las SS para luego independizarse. Sus mentores fueron Henrich Himmler[17], Herman Wirth[18] y Walter Darre[19]. “Tuvo como objetivo impulsar una sociedad que estudiara el origen del germanismo y diera sólidas bases científicas a la doctrina oficial del partido nazi. Otras inquietudes propulsaban investigar el alcance territorial y el espíritu de la raza germánica, rescatar y restituir las tradiciones alemanas, difundir la cultura tradicional entre la población germana. Llegó a contar con 43 departamentos dedicados a las danzas populares y canciones tradicionales, estilos regionales, folklore, leyendas, geografía sagrada, etc. El símbolo de la Ahnenerbe era la runa de la vida.”

“Uno de los departamentos de investigación más insólitos, era el que se dedicaba a las actividades esotéricas. Los intereses versaban sobre: búsqueda del Santo Grial, excavaciones de vestigios atlantes, exploración al Tíbet, prácticas de yoga, estudios de antiguos cultos paganos, viajes al interior de la Tierra para comprobar si es hueca, etc”.


Al mando de esta sección se encontraba Friederich Hielscher[20], un hombre enigmático y del cual hay pocos datos.

Hielscher propulsó la famosa expedición al Tíbet (1938/1939). La misión fue comandada por el antropólogo Erns Schaefer, acompañado por cinco sabios alemanes y veinte miembros del la SS.

“Bajo el lema del “Encuentro de la svástica occidental con oriental”, lograron establecerse contactos políticos de alto nivel con el gobierno tibetano que se manifestaron, entre otros, en la declaración oficial de amistad de Qutuqtu de Rva-sgren, el regente tibetano, puso por escrito a la atención del notable señor Hitler, rey de los alemanes, que ha conseguido hacerse con el poder sobre el ancho mundo”.

Se realizaron estudios raciales y se filmó un documental. Entre los documentos que los expedicionarios llevaron a Berlín se cuenta el Kangschur, “un conjunto de sagradas escrituras tibetanas en 108 volúmenes”, además del ritual de iniciación guerrera Tantra Kalachakra.[21].


Pero la misión al Tíbet tuvo un objetivo menos publicitado, que fue el de establecer contacto con los habitantes de un reino subterráneo que llamaban Agartha.[22] Pensaban que después del diluvio que sumergió a la Atlántida, algunos de los sobrevivientes buscaron refugio en las cumbres de las montañas más altas. Otros habrían optado por instalarse en las entrañas de la Tierra.

Casi todos los científicos de la Ahnenerbe, estaban convencidos de la existencia del Agartha. Su creencia era tan fuerte que después de la expedición del Tíbet “se organizaron nuevos viajes para intentar encontrar la entrada al mundo interior en diversos puntos de Asia y América del Sur”.

En los Andes además de la búsqueda de estas entradas, se realizaron importantes estudios arqueológicos. Uno de los mayores, fue el realizado en el antiplano boliviano cuna de la famosa Tihuanaco[23]. El arquitecto Edmund Kiss, miembro destacado de la Ahnenerbe escribió un libro sobre sus observaciones en el área que tituló “La puerta solar de Tihuanaco y la cosmogonía glaciar de Horbiger[24]” (1937). Kiss vió en Tihuanaco los restos de una colonia atlante y pensaba que sus orígenes se remontaban a la era terciaria, habitado por gigantes de raza nórdica aria.

Junto con la Ahnenerbe coexistieron otras organizaciones que también tuvieron una vinculación esotérica. Una de ellas fue la Thule[25], de donde surgirían dos importantes desprendimientos: Sol Negro y la Logia Luminosa o Sociedad Vril.

Sol Negro: Fue un cuerpo especial nombrado SS “Schwarze Sonne”, que significa el sol interior de la tierra (el núcleo).

“Las teorías geológicas y astronómicas que manejaban los científicos nazis aseguraban que la Tierra como el resto de los cuerpos cósmicos, es en realidad un planeta hueco y no macizo a cuyo interior se podría acceder en las condiciones adecuadas. En lugar de un núcleo central se creía que existía un sol interior, o negro, en contraposición con el Sol exterior, que iluminaba y permitía la vida y el crecimiento de plantas, animales y también hombres más desarrollados que los caminaba sobre las superficies del planeta.”.

Sol Negro tuvo dos objetivos: buscar las entradas al mundo subterráneo y poner en marcha proyectos secretos en cuanto a tecnología de avanzada.

La Logia Luminosa o Sociedad Vril. Fue fundada por el profesor de geopolítica y esoterista berlinés Karl Haushoffer. Se dice que la fuente de inspiración para su creación, se basó en el libro La Raza Futura, del escritor inglés Bulwer Lytton, donde se describía a una sociedad subterránea que utilizaban una misteriosa energía, el Vril.[26].

Entre los objetivos de la logia estaba el de: “Investigar más los orígenes de la raza aria y saber como esas capacidades mágicas que duermen en la sangre pueden ser reactivados para convertirlas en vehículos sobrehumanos”// “Los documentos nazis capturados tras la caída del Tercer Reich indican que Hitler y sus partidarios lanzaron varias expediciones en búsqueda de una entrada al mundo interior. Geógrafos y científicos alemanes recibieron la orden de encontrar un túnel que condujera a los Vril-ya (como se denominó entonces a ese pueblo oculto). Se revisaron los planos de minas alemanas, suizas e italianas para ubicar posibles pozos, e incluso Hitler ordenó a un coronel de inclinaciones intelectuales que investigara la vida de Lord Bulwer Lytton, con la esperanza de conocer dónde y cuándo el autor había visitado el mundo de los Vril-ya.”. Los nazis creían que a través de la energía Vril se podrían “acceder a profundos conocimientos en el campo de la tecnología atómica, muchos de los cuales aún no han sido descubiertos, y cuyo manejo erróneo habría provocado la abrupta desaparición de civilizaciones antiguas de las que apenas hay algún registro, como es el caso de antiguos textos hindúes donde aluden a Vimanas volantes y armas con rayos ¿atómicas?”.

Según algunos estudiosos del ocultismo “el Vril sería una fuerza cósmica originaria, que subyace en cada hombre. Para los hindúes el Vril es la serpiente Kundalini que duerme atrofiada en nuestra columna vertebral a la espera de ser activada.

Unos de los proyectos más ambiciosos que llevaron a cabo Sol Negro y Sociedad Vril, consistió en desarrollar naves aéreas de formas discoidales, similares a los actuales Ovnis. Aunque estos “proyectos” son muy resistido por los estudiosos y considerados como poco viables, es bien sabido que los aliados encontraron en algunas instalaciones subterráneas algunos de estos prototipos. ¿Pero de dónde sacaron los nazis ideas tan de avanzadas en materia aeronáutica?. ¿En que modelos se inspiraron?


Veamos:

Cuenta la leyenda que “a finales de 1919 un selecto grupo compuesto por miembros de la sociedad -Thule y Vril-, celebraron una reunión en una antigua masía. Llevó la voz cantante el Dr. Shuman, su especialidad eran las energías alternativas. Presidió la reunión la médium María Ostiz, también estaba presente otra médium, la joven Sira de 18 años. María Ostíz mostró unos textos que según ella había recibido de unos espíritus de Aldebarán. [27]Uno estaba escrito en idioma sumerio (antiguo egipcio) y el otro estaba cifrado en el código secreto de la Orden Templaria. Ambos textos fueron traducidos, eran planes para el desarrollo de una tecnología de avanzada que permitiría el poder llegar a las estrellas”.


Como resultado de este contacto se diseñaron los primeros “discos volantes”.

De ello se ocupó el “grupo Schumann en íntima relación el con departamento de E-4, de la SS, especializado en “armas milagrosas”.

Para fines de 1934 los nazis consiguieron su “primera nave circular experimental propulsada por energía antigravitatoria. La RFZ-1.”. Se calcula que se diseñaron una veintena de esos aparatos.

¿Energía antigravitatoria? ¿Ciencia Ficción?


Una fuente rusa cuenta con otra información sobre el mismo tema.

“Un UFO chocó cerca de la ciudad de Freiburg en 1936. El UFO fue recuperado y los científicos alemanes con la ayuda de la Schutzstaffel (SS) lograron repararlo e incluso modificar el sistema de energía y de propulsión. Sin embargo, los esfuerzos se vieron obstaculizados y se convirtió en una especie de tecnología “Alien” fallida.”.

Sea cual sea la verdad sobre estas investigaciones, es innegable que la Ahnenerbe, así como sus organizaciones hermanas, Thule-SS, Sol Negro y Sociedad Vril, comulgaban con ideas extrañas y adherían a estudios enigmáticos, tanto en el campo de lo paranormal como el de la arqueología mística. El esoterismo y simbolismo que rodearon cada una de sus actividades es una prueba de esta afiliación. Por lo tanto, pudieron ser muy capaces de trasladar y ocultar algunos de estos “proyectos” que desafiaban la más pura lógica a lugares remotos e inaccesibles, para poder continuar con estos experimentos. Hay que entender que toda la documentación de estas “organizaciones” fue mandada a destruir[28] y es muy poco el conocimiento que se tiene de su real funcionamiento. ¿Fue la selva amazónica uno de los sitios elegidos?. ¿Encontró Karl Brugger un verdadero asentamiento de estos grupos esotéricos?. Es una certeza probable y una elección válida dentro de la compleja arquitectura nazi.


Pero tenemos más pistas. Examinemos otras hipótesis. Trasladémonos a la selva de Venezuela, en los límites del sertao brasileño. ¿Alguna relación con Akahim?.

Volvamos a releer algunos de los conceptos publicados por la revista Veja:

“Dichas pirámides y la ciudad de Akahim se situaban en la cordillera de Parima, en el sistema montañoso del Gurupira, en las fuentes donde nace el río Padauiri (que es afluente del Rio Negro). Su localización está cercana a la frontera con Venezuela y el territorio es considerado por el gobierno brasileño de “seguridad nacional”.//” En ella pudieron observar incontables bocas de cavernas por entre las rocas del lugar adyacente. Al parecer, según testimonios posteriores, la ciudad ya había sido vista por pilotos civiles y militares de las Fuerzas Aéreas Brasileñas que sobrevolaron la región.”


Ahora centrémonos en dos historias que recogió el investigador francés Robert Charroux en su libro “El Enigma de los Andes” y saquemos conclusiones.


La Agartha de Venezuela

“Se trata de una extraña historia, que uno sentiría la tentación de clasificar en dossier de los reinos imaginarios –El Dorado, Paititi, túnel de Moricz-, si dos auténticos arqueólogos, David Nott de Liverpool, y Charles Brewer Carias de Caracas, secundados por diez sabios de diferentes nacionalidades y los servicios de la aeronáutica venezolana, no se tomaran el asunto muy en serio. Los cráteres están situados no lejos de las fuentes de los ríos Caura y Ventuari, es decir, cerca del Cerro Pava (1.641 m), y del pico Masiati (1.495 m), en la entrada de Sierra Paracaima, que constituye un punto avanzado del sertao brasileño. Los volcanes están extinguidos desde hace miles de laos, sino de millones de años, de forma que los geólogos, arqueólogos y botánicos esperan encontrar allí una fauna y una flora desaparecidas desde hace mucho tiempo de la superficie del Globo. En enero de 1974, un primer equipo de tres miembros descendió a uno de los cráteres, de trescientos metros de profundidad, y un diámetro de cuatrocientos metros aproximadamente. Recogieron abundante material en plantas y animales vivientes de especies desconocidas, o extintas desde la Era Secundaria. Un subterráneo de 1.500 metros de longitud une los dos cráteres, y, según rumores, a decir verdad no controlados, estaría aún actualmente en uso, pues se habrían encontrados en él huellas de tránsitos recientes. Esto por lo que se refiere a la parte comprobada del descubrimiento cuyos resultaos más importantes los medios científicos de Venezuela mantienen secuestrados, por misteriosas razones. Esta reticencia dio lugar a investigaciones privadas cerca de autóctonos de las montañas circundantes cuyos nombres indígenas son Jaua-Kidi y Sari Inama-Jidi. Se conoció entonces las fantásticas leyendas que se refieren al misterio de los dos cráteres.

“La región de Jaua-Jidi es un bosque de gran densidad, casi impenetrable y apenas habitado. Resultó muy difícil para los investigadores venezolanos entrar en relación con los hombres de esa zona que viven en estado salvaje, y que es en realidad la prolongación de la selva brasileña. Huyen de los blancos, hablan una lengua desconocida y no entienden el español. No obstante, mestizos de la ciudad de Esmeralda, en el Orinoco, pudieron acercárseles, y de ellos proceden las informaciones que fueron divulgadas por toda Venezuela. “Varias veces, hombres extraños y extrañamente vestidos han sido vistos en los bosques de Jaua-Jidi. No parecen querer acercarse a los indios, y se aventuran sólo a poca distancia de los cráteres. Su piel es de color marfil amarillento: tienen grandes ojos, como los de los jaguares, largos cabellos de diferentes colores. Parecen temerosos y huyen en cuanto oyen un ruido insólito. Se cree que viven en una región que se extiende en el fondo de los cráteres y en inmensas salas subterráneas. Hay entradas secretas y desconocidas que dan al bosque”. // “Dos o tres noches antes que David Nott, Brewer Carias, G. Dunsterville y sus compañeros llegases a los lugares se observó, una intensa actividad de las “cosas voladoras”.”//”Los indios tuvieron la sensación de que los hombres extraños eran reforzados por una tropa importante, o bien, por el contrario, que desalojaban el lugar ante de la llegada de los arqueólogos. Sea lo que fuere, dejaron pocas huellas de su paso por las galerías, aunque, las suficientes como para que se esté seguro de que su existencia no es un mito. Los indios creen que el reino de los Dos Cráteres se extiende bajo la montaña, que sus salidas están herméticamente cerradas.”


La central científica de Narciso Genovese

“Mario Rojas Avendaro[29] escribió su relato “a partir de las declaraciones que le habría hecho un ex discípulo de Gugliielmo Marconi: el físico, filólogo y humanista Narciso Genovese, profesor de un instituto de la baja California. Según N. Genovese, los discípulos de Marconi, a la muerte de su maestro en 1938, decidieron continuar sus estudios y sus experimentos sobre la utilización de la energía solar o cósmica, pero tomando todas las precauciones necesarias para que estas no pudieran servir a la guerra o a fines criminales. Noventa y ocho sabios y técnicos de diferentes naciones habrían formado una sociedad análoga al Comité Pugwash y se habrían retirado a una egión desierta de la Cordillera de los Andes (o de la selva), donde viven aislados e ignorados. Su trabajo consiste en domesticar las fuerzas eléctricas del espacio pacífico y universal”.

Ampliemos este último pasaje.

Las confidencias que Narciso Genovese realizara a la prensa, se plasmaron más tarde en un libro que se tituló “Yo he viajado a Marte” (1958), controvertido y polémico, por las afirmaciones que allí se recogían.

“Un grupo de personas, profundamente adentradas en los secretos de las ciencias físicas, reunidas en un lugar secreto de la selva sudamericana, forman una comunidad de las ciencias físicas, dedicada únicamente a la investigación científica. Libres de todo compromiso con gobiernos o potencias, disponen sin embargo de un respaldo económico[30] ilimitado que ha permitido un avance sin obstáculos con el logro de resultados asombrosos y prácticos que se participarán a la Humanidad poco a poco en la medida que esto convenga”

“Noventa y ocho hombres, provenientes de seis naciones europeas, son las que forman esta institución de sabios que se dedican cuanto pueden y saben en provecho de la Humanidad, con la juramentada decisión de encaminar sus descubrimientos exclusivamente al bien.

“Tres principios básicos dan unión a esta comunidad:

1- Una sola religión: Dios, infinito y sapientísimo arquitecto del Universo.
2- Una sola patria: La Tierra
3- Un solo fin: Hacer nuestros aliados a los habitantes de otros planetas del Sistema Solar”

“El maestro, el guía científico de este Movimiento Guillermo Marconi, cuyas investigaciones, la mayor parte desconocidas, han marcado el derrotero que hasta aquí hemos seguido. Marconi, con sus descubrimientos, unió a todos los habitantes de la Tierra y prefirió la muerte antes que divulgar asombrosos hallazgos científicos que en esos momentos históricos habrían sido instrumentos de destrucción. Pero Marconi tuvo amigos íntimos, copartícipes de sus trabajos, de sus teorías y proyectos; y los sueños del maestro se están cristalizando.”

Genovese evita dar una ubicación exacta de la pretendida alianza científica y sus instalaciones subterráneas, aunque todo hace suponer que los cráteres apagados de la selva venezolana son el verdadero hogar de estos émulos de Marconi.

En otro de sus inquietantes capítulos alude a sus contactos con marcianos y a sus viajes interplanetarios.


“Convencidos que los habitantes de otros mundos están distantes pero separados de nosotros, nos entregamos a la obsesionante tarea de convertir en vehículo la energía solar y tratar de comunicarnos con los seres distantes. Descartamos por tanto como errónea y peligrosa la desintegración del átomo, por parecernos además absurdo poder salir del alcance de la Tierra con las solas fuerzas terrestres.”


“Ya desde 1950 teníamos certezas de ser visitados por aparatos de algún otro planeta y deduciendo de nuestros progresos llegamos a la absoluta certeza de ellos. La Tierra era sometida a una examen por habitantes de otro mundo y todo demostraba que sus intenciones eran amistosas, pero al mismo tiempo parecían no atreverse a tomar contacto y había para ellos serios motivos. Resolvimos pues llamar su atención. Sus naves debían ser muy semejantes a nosotros; lo indicaba su modo de proceder. Al notar sus apariciones iniciamos el lanzamiento de poderosas señales luminosas y ondas sonoras de onda corta. No tuvimos respuesta al principio pero teníamos la certeza de no haber sido escuchados y vistos, pues las extrañas naves repetían sus visitas. A fines de 1955 recibimos señales ciertas de respuesta. Dispusimos en nuestro pequeño campo de pruebas toda clase de señales para invitar a un aterrizaje. El 16 de diciembre del mismo año, a las cinco de la tarde con inmensa alegría nuestra, una formación de cinco aparatos hizo su aparición sobre nosotros y casi inmediatamente el primero de la formación de cinco aparatos hizo su aparición sobre nosotros y casi inmediatamente el primero de la formación hizo contacto con la tierra mientras los otros cuatro volvieron a elevarse, manteniéndose a poca distancia e igual altura.”


En una de las visitas, los marcianos entregan un documento

“Extrajo de un rollo de oro finísimo una hoja, de treinta centímetros de brillante metal blanco del espesor de un papel nuestro corriente, la hoja metálica llevaba grabada en relieve con letras de oro, una inscripción encabezada a manera de escudo por un grabado, también en relieve, representando el Sistema Planetario Solar.”

Según el autor, los marcianos hace casi 2.000 años que vigilan el planeta. ¡Y hasta tienen una opinión formada sobre los países de la Tierra!

“Por el momento sólo declararemos que gozan de óptima reputación ante ellos los norteamericanos y las naciones del pacto del Atlántico, por sinceras en sus intenciones. No confían en el asiático y menos en Rusia que constituyen según ellos el peligro más grave para nuestra pacífica prosperidad. Por eso nos costó lograr convencerlos a establecer contacto con nosotros. Pero ya habíamos comprendido y perseguíamos el mismo objetivo.”
Toda una declaración de principios, aunque sospechamos que estas últimas frases, corresponden a los pensamientos del propio Genovese.

La historia por supuesto fue tachada como pura fantasía, y en la actualidad es considerada como una buena muestra de la ciencia ficción de la época. Pero aunque todos los indicios apuntan a un fraude, muchos datos merecen investigarse, quizás la claves más importante estén en Marconi y su gran rival, Nickola Tesla.


Guglielmo Marconi (1875-1937). Nacido en Bolonia, Italia. Genio precoz, a la edad de 12 años impresionó a su profesor de física Vicente Rosa, entusiasta la electricidad, que logró interesarlo en el magnetismo y la producción de corriente eléctrica empleando pilas de construcción artesanal. A la edad de 20 años logró realizar la primera transmisión inalámbrica, inspirado en los trabajos del físico alemán Heinrich Rudolfh Hertz. Su invento cosechó poco interés en su país natal y decidió trasladarse a Inglaterra donde fundó la Wíreless Telegraph and Signal Company, Ltd. El 12 de diciembre de 1901 “la letra S del Código de Telegrafía Morse pudo atravesar el éter a través del Océano Atlántico. Gracias a su descubrimiento se le otorgó el Premio Novel de Física (1909)”.

El inventor fallecería víctima de una angina de pecho, muerte que a muchos de sus compatriotas les pareció misteriosa. Poco se conoce acerca de sus últimos años. Al parecer el sabio italiano, libre de preocupaciones en lo económico se dedicó en la década del 30’ a experimentos clandestinos[31], ayudado por el físico Landini. Un yate de su propiedad, el “Electra”, fue acondicionado como buque laboratorio. “Se dice que en aquella época habría logrado enviar desde Génova haces de ondas hasta Australia, donde las bombillas se encendieron sin razón aparente para los no iniciados”[32]. También se interesó en el problema de las civilizaciones extraterrestres, “así como que afirmaba haber captado señales, sino mensajes, procedentes de un pueblo del espacio”[33]. El rumor más extravagante, le atribuye la invención del rayo de la muerte, que se cree presentó en una demostración a el Duce, Benito Mussolini.

Pero Marconi tuvo un gran competidor, que desde EE.UU sentó las bases de la ciencia futura y que fue un gran adelantado a su tiempo. Hablamos de Nikola Tesla.

De origen Crota (1856), “después de estudiar en Graz y Praga, trabajó para la recién inaugurada compañía telefónica Americana en Budapest. De inmediato mejoró los aparatos de Bell, incluyendo un amplificador que se convirtió en el prototipo de los altavoces de hoy”.[34] A los 22 años emigró a los EE.UU y de inmediato se incorporó a los laboratorios de Thomas Edison. Celos y desinteligencias acabaron con la sociedad, y terminaron con despido de Tesla que sin inmutarse “comenzó a juntar fondos para armar su propio laboratorio. Allí desarrolló el primer sistema de corriente alterna (AC), una forma más sencilla y segura de utilizar la electricidad que el método continuo propuesto por Edison”.

En 1885 George Westinghouse “un millonario que invertía en el negocio de la electricidad le compró a Tesla esta patente y junto a otros desarrollos del serbio sirvieron de base para crear el imperio Westinghouese que hasta hoy sigue siendo uno de los mayores conglomerados de empresas del mundo”.


Durante esos años el inventor patentó “además del motor de inducción, la mejora del dínamos y el método para distribuir corriente eléctrica”.[35] En 1898 creó el prototipo de “barco no tripulado guiado a control remoto”.

Los primeros obstáculos comenzaron a perseguirlo, cuando anunció que “un nuevo sistema que desarrollaba le permitiría entregar energía eléctrica a millones de hogares en forma gratuita o a un precio casi imperceptible”.[36] A diferencia de Marconi que se convirtió en un hombre rico, Tesla siempre padeció la falta de fondos y durante toda su vida dependió de la financiación de otros para poder desarrollar su obra.

Esta idea revolucionaria asustó a los grandes magnates de la industria estadounidense que se sintieron amenazados. “Se dice que gigantes industriales y carteles poderosos como Rockefeller y J.P. Morgan de General Eletcrics intentaron sabotear el experimento por medios financieros”.Y lo consiguieron. Tesla se vio obligado a recurrir al Gobierno a quién ofreció proyectos bélicos[37]. “Por medio de una carta, se dirigió al entonces presidente Wilson revelando poseer un rayo capaz de destruir grandes extensiones de tierra. Denominó al invento “el rayo de la muerte”. De acuerdo con su carta ya había logrado resultados concretos que demostraban el enorme poder destructivo de su arma y ponía como condición para su entrega que fuera utilizado solamente con fines defensivos”.

Por esa época Tesla “recibió una señal extraña cuando estaba haciendo pruebas con radio de alta frecuencia. Publicó su reporte asumiendo que eran señales de otros planetas.”.[38] Pensó que podía estar siendo contactado desde Martes o Venus, comentario, que le valió ser calificado “como un científico excéntrico y loco demasiado predispuesto a la fantasía”.


Tesla terminó sus últimos años amargado y solo, y falleció en 1943 a la edad de 87 años.[39]”Aunque su patria natal le proveía de una pensión de u$s 7.500 anuales y lo proclamó héroe nacional, Nikola Tesla murió en la extrema pobreza.” Ese mismo año “la Corte Suprema Federal de los Estados Unidos decidió que la patente del radio de Tesla se registró antes que la de Marconi.”[40]. Un reconocimiento tardío.

No deja de sorprender las similitudes entre estos dos hombres. Ambos desarrollaron tecnología de vanguardia, crearon armas peligrosas y avanzaron en terrenos desconocidos en el campo de la Ciencia. También declararon haber recibido mensajes de otros planetas, a pesar del descrédito que les acarreó. Pensemos que todo este adelanto se conoció en la primera mitad del siglo 20’, y que la mayoría de las propuestas fueron archivadas por los gobiernos, mejor dicho “ocultadas”, para utilización posterior y lejos del ojo público. Así como detallamos en el tema de la Ahnenerbe, una ciencia paralela dominó estos primeros decenios del siglo pasado. No ilógico pensar que se intentara continuar con esta experimentación tan controvertida en otros ámbitos, menos poblados y poco propensos a la intromisión y censura. Estamos hablando de inventos que para su época no tenían cabida, y que podían provocar serios trastornos al sistema
Por eso no es descabellado imaginar que algunos hombres descontentos con este panorama y financiados por “otros descontentos”, seguidores de las ideas de Marconi y Tesla, se retiraran a lugares inhóspitos para proseguir con estos proyectos revolucionarios, y que mejor lugar que la impenetrable selva amazónica. ¿Relación de la hipotética ciudad subterránea de Genovese con los fenómenos ufológicos observados en la región cordillerana?.[41]. Algo de eso puede haber.

Abandonemos la morada de la Akahim venezolana y retornemos nuevamente a Brasil. Iniciemos un nuevo y último interrogante antes de brindar una conclusión final al espinoso asunto.

Preguntémonos: ¿si la zona donde fueron localizadas las pirámides junto con la ruinas X, (¿Akahim de las superficie?) se declaró de seguridad nacional, algún nuevo descubrimiento sufrió el mismo destino y que además pudiera corresponder a otra ciudad mencionada en las Crónicas de Brugger?. Creemos que sí.

“En 1984 el vicepresidente del Instituto de Arqueología de San Paulo, Aurélio M.G. de Abreu, descubrió junto con otros dos investigadores una construcción de piedra que daba la impresión de haber servido como fortaleza en una época remota”[42]. //“ Tatunca Nara reveló que su pueblo, después de la llegada de los españoles, se dividió en tres grupos: una parte iría a la región de Solimoes, en Acre, otra parte para la región de Gurupira y una tercera habría emigrado a la Isla de Pascua”.

Conocida como Ingrejil, la ciudad perdida no era un secreto para los residentes de la zona que aseguraban que sus ruinas tenían alguna semejanza con las construcciones de la Isla de Pascua.

Ingrejil sin embargo, durmió en el silencio de los medios y muy pocas informaciones trascendieron los despachos oficiales. Permisos de investigación fueron rechazados y el sitio de su localización no fue revelado[43]. Arqueólogos locales que vencieron la censura, hablaron de “paredes pulidas y de técnicas avanzadas de construcción diferenciadas de los moradores de la región”[44].Las primeras dataciones de las formaciones arrojaron una cifra de 2.000 a.c. Se cree que Ingrejil fue una ciudad autónoma, que tenía su propia fuente de agua pura, viveros, pastos y zonas para agricultura.


Parabólica de Piedra-Ingrejil
El arqueólogo brasileño Luis Moreira Junior Terrazas y morros piramidales


También se detectaron piedras cortadas en ángulos rectos y aplanamiento artificial de terrenos, así como morros en formas piramidales.

Algunas voces hablaron que Ingrejil podría ser la legendaria Ofir[45]. Se sabe que en la actualidad se están efectuando expediciones a la zona, una de las últimas excursiones data del año 2004, pero hasta ahora se ignoran los resultados obtenidos.

Hasta aquí.

A pesar de nuestro esfuerzo, muchos son los misterios que subsisten en cuanto a esta historia y aunque quisiéramos, sería imposible contar con una única solución para todos los enigmas presentados.

Nada impide sin embargo, el ensayo de algunas especulaciones.


Tomemos el caso de Tatunca Nara. Con su identidad desenmascarada, la historia de Akakor se derrumba por peso propio. El descarte sería inmediato, sino fuera por los baches con los cuales tropezamos. ¿Es Günter Hauck, alias Tatunca Nara un impostor? ¿O se trata simplemente de un simulador, que tenía la virtud de camuflarse según la conveniencia? Karl Brugger, aún con toda su experiencia, se dejó arrastrar por este personaje e ignoró todas “las señales”.

El periodista no podía desconocer que el falso indígena no era una persona estable, y algo peor, un probable asesino. La lista macabra que mencionamos en nuestro informe, demuestra que Tatunca Nara figura como uno de los principales sospechosos de la mayoría de las desapariciones y fallecimientos, de algunos de los expedicionarios, que tuvieron la mala fortuna de solicitar sus servicios.

Pero contra todos los pronósticos, las ciudades perdidas son una realidad. Ahí tenemos a la esquiva Akahim con sus pirámides, sin contar con Ingrejil. ¿Cuánto tiempo deberemos esperar para saber de su existencia?. ¿Porqué tanto ocultamiento?. ¿Problemas con la cronología americana?. Volvamos a nuestro exquisito narrador de folklore urbano. ¿Estaremos ante la presencia de un agente secreto por así decirlo, o un mercenario, al servicio del gobierno brasileño, que desde Alemania ingresó con algún tipo de información confidencial, y que con su accionar buscaba desviar la atención de ciertos asentamientos secretos?. En plan de redención, pensemos en un arrepentimiento. ¿Legó Tatunca Nara documentos comprometedores a Karl Brugger?. Eso explicaría no solo la muerte de este último, sino la maniobra de la embajada alemana, que a pocas de su deceso retiró toda sus “pertenencias”, que incluía un voluminoso dossier sobre Akakor. ¿Sólo por proteger a “un ciudadano germano” o para evitar alguna indiscreción?.

Al la fecha el caso del Brugger sigue en suspenso, y su muerte aún espera respuestas. Tatunca Nara continúa en actividad, y asesora a incautos expedicionarios que hechizados por el relato de Akakor se internan en la selva para su búsqueda. [46]

En 1925 el coronel P.H.Fawcett escribió: "Si no volvemos, no deseo que organicen partidas de salvamento...Es demasiado arriesgado. Si yo, con toda mi experiencia, fracaso, no queda mucha esperanza en el triunfo de los otros. Esa es una de las razones de por qué no digo exactamente hacia donde vamos... Ya sea que pasemos y que volvamos a salir de la selva, que dejemos nuestros huesos para pudrirse en ella, una cosa es indudable: la respuesta al enigma a la antigua Suramérica... y quizás el del mundo prehistórico... será encontrada cuando se hayan localizado esas antiguas ciudades y queden abiertas a la investigación científica. PORQUE LAS CIUDADES EXISTEN...DE ESO ESTOY SEGURO!...".
Aunque no como las imaginamos.
Débora Goldstern
06-12-05


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[1] “Karl Brugger tenía tatuada en su pecho una tortuga, igual a la que también posee Tatunca Nara, en idéntico lugar de su cuerpo. Es el emblema de la tribu Ugha Mongalula: la bala asesina perforó justamente ahí”. [2]“ En 1977, un medio europeo, Spekula, publicó un artículo crítico sobre la historia de Akakor. Las comparaciones entre las declaraciones del libro, y las grabaciones mostraron serias desviaciones. Se advirtieron conceptos más refinados e intelectuales que de ningún modo se esperaban de un indígena de la selva. Se determinó, que Brugger habría manipulado Crónica de Akakor, intercalando pasajes completos de viejas leyendas mitológicas.” [3] Obispo Grotti [4] ¿Istmo de Panamá? [5] Tatunca contó a Karl Brugger que sus sacerdotes: “saben como transmitir el pensamiento si utilizar palabras. Esto le permite comunicarse con otras personas a través de las más largas distancias, no en detalle, sino que pueden trasmitirse si su corazón están alegres o tristes. Pero para esta comunicación son precisos el conocimiento del legado de los Dioses y un poder absoluto sobre las fuerzas mentales”. [6]“Durante la 5ta. reunión mundial de la “Ancient Astronaut Society” realizada en julio de 1978 en Chicago (EE.U), Daniken hizo un relato pormenorizado y ampliado de los hechos … manifestando su esperanza de que la expedición pudiera obtener el ansiado contacto con la civilización subterránea de Akakor. Pero tres meses después, en la revista “Ancient Skies”, órgano de la asociación mencionada … en su volumen 5, nº4, el propio renombrado escritor aparecía suscribiendo un comunicado – o al menos, a él se le atribuía - donde narraba los enormes problemas que había causado Roldão, que entre otras menudencias se hirió con sus propia arma, por negligencia en el manejo de la misma, y por eso se debió forzar el regreso de los expedicionarios cuando sólo faltaban dos días para llegar a Akahim. El itinerario que había seguido era el curso del Río Negro, y luego penetraron en un sub-afluente del Amazonas donde, como la región era muy montañosa debieron continuar su camino a pie. Fue justamente al llegar a la base de un cerro donde Brandão se accidentó y, por fortuna, pudo socorrérsele a tiempo, pero tenía fiebre muy alta y habría fallecido, de continuar . Así accedieron a un puesto policial, donde un hidroavión recogió al grupo, trasladándolo sin perdida de tiempo a Manaus”. “Según parece, Brandão se autolesionó con el fin de detener la expedición organizada por Dãniken una vez que él tuviese localizada la ubicación exacta de las pirámides”. Así aseguró para Brasil la primicia del descubrimiento, adelantándose a otras expediciones extranjeras que ya merodeaban por la zona. [7] “Casi enseguida surge una cohorte de negadores, juzgando que esas elevaciones no tienen nada de pirámides; manifestando “son sólo pequeños morros”. A eso Daniken se siente obligado a respondery en forma enfática publica en la primera página del nº 14 (volumen 6) de Ancient Skies (setiembre-octubre de 1979) un caluroso artículo, con el título de “Akahim existe”, ilustrándolo con la fotografía de una forma piramidal”. [8] Ryoku Yuhan, es el seudónimo adoptado por José Alair da Costa Pires, quién cambió su nombre al convertirse al budismo. [9]El bote del capitán Schmidt naufragó, perdiéndose importante material fílmico que revelaba indicios de Akahim Rumores que circularon por Manaus, señalaron a Tatunca Nara como el responsable del fracaso, atribuido a su errático comportamiento que durante todo el trayecto buscó boicotear la misión. [10] Según relató Däniken más tarde, “Tatunca explicó a Schmidt que no podía volver a Akahim puesto que no quería concretar aquel casamiento, pues estaba ya matrimonialmente unido en Manaus con una mujer blanca; no obstante, le dice que puede seguir a Ramos hasta la ciudad, pero no le garantiza pueda regresar algún día a la “civilización””. [11] Ancient Astronaut Society. Fundada por Erich Von Däniken en 1973. [12] “Entrevistado Senna por la revista “Trance”, en el número de junio de 1982, manifestó que no realizó la expedición porque el propio Tatunca no le garantizó ninguna seguridad, puesto que había que cruzar regiones muy inhóspitas, con miles de nativos en pie de guerra contra cualquier invasor que se acercara. El proyecto entonces queda en la nada [13] “Se comentó que Karl iba a hacer públicas en los días próximos a su asesinato, fotos y filmaciones que probaban que hubo un asentamiento del Tercer Reich en la parte alta de Río Negro”. [14] En 1940 fue ascendido a Almirante. Desde la Abwerh organizó la ayuda alemana al General Francisco Franco durante la Guerra Civil Española. Más tarde sería acusado de integrar una red de conspiradores para matar a Hitler. En 1945 fue internado en el campo de concentración de Flossenburg,, donde se lo ejecutó un poco antes de terminar la Guerra. Investigaciones recientes, sugieren que su detención y posterior muerte, fue en realidad una pantalla de camuflaje para desviar la atención de los aliados. Canaris habría continuado con sus operaciones desde la clandestinidad. [15] “La cadena”. [16] Existen evidencias que en 1928, Herman Wirth fundó su “Hermann Wirth Gesellschaft o Sociedad Hermann Wirth”, antecedente de la futura Ahnenerbe. [17] Tras ser nombrado Reichsfürer de Alemania en 1934, Heinrich Himmler (1900-1945), se convirtió en el segundo hombre más importante después de Hitler. Reformó las SS y las transformó en un cuerpo de élite, la Orden Negra. Gran amante de las ciencias ocultas, Himmler practicaba el espiritismo, mesmerismo-magnetismo y la astrología. Dentro de la Ahnenerbe erigió el departamento de investigaciones históricas de las SS, donde se estudiaban leyendas artúricas y también el catarismo. La residencia oficial de la Ahnenerbe se alzaba en un castillo,Wewelsburg ,región de Westfalia, que Himmler hizo reestructurar especialmente. En sus dependencias, se instruía a los elegidos en prácticas medievales y paganas. Los Caballeros de la Orden Templaria fueron el modelo a seguir. [18] Especializado en filosofía, literatura, lengua y tradiciones germanas, Wirth (1885-1981) de origen holandés, expuso sus teorías en “La Aurora de la Humanidad”, obra que alcanzó mucha repercusión en Alemania. Wirth creía en la perdida Atlántida, a quién veía como la verdadera patria de los pueblos arios. Sostenía que sus restos podían econtrarse en las regiones nórdicas. [19] Walter Darré (1895-1953), fue líder del movimiento agrícola. Escribió dos libros: “El Campesino como fuente de vida de la raza nórdica” y “Nueva nobleza de sangre y suelo”. Creía en una doctrina agraria basada en los lazos de la “sangre y el suelo”. Intentó demostrar que la raza nórdica, debido a que era campesina, era heroica, colonizadora y guerrera. Sus ideas inspiraron la Eugenesia.. [20] Friederich Hielscher (1902-1990). Residió un tiempo en el Tíbet y fue amigo del famoso explorador austríaco Steven Hadin. Aunque nunca se consideró nazi, comulgó con algunas de las ideas de sus principales representantes del Régimen. Fue editor de la revista “Das Reich” y fundador de una Iglesia Neopagana, con ritos, cánticos y celebraciones tomadas de los Nibelungos. Hitler lo apodaba Bogo. Después del juicio de Nürember, donde testificó a favor de un condenado desapareció de Alemania. [21] Tantra (río de continuidad) Kalachakra (la rueda del tiempo). Práctica de meditación budista que pertenece al Tantra Yoga más elevado. La iniciación asegura el renacimiento del mítico reino subterráneo de Shambhala en el momento final de la lucha entre el bien y el mal. En la actualidad el Tantra Kalachakra es impartido por el propio Dalaia Lama. [22]“Una de las lecturas favoritas de los expedicionarios era el libro publicado pocos años antes del estallido de la segunda guerra mundial, “Bestias, hombres y dioses”, de Ferdinand Ossedowski contaba su peripecia personal a través de Asia Central. En ese texto se refería explícitamente al mítico Rey del Mundo y afirmaba que tanto él como el baró Unger Khan von Stemberg como el Dalai Lama habían recibido a sus emisarios y mantenían contacto con él”. [23] Las ruinas de Tihuanaco se alzan a 3.825 metros de altitud sobre el nivel del mar . Es considerada una de las ruinas más misteriosas del mundo y objeto de virulentas polémicas entre los estudiosos. [24] Hans Horbiger (1860-19 ?). Creador de la Doctrina del Wel o Welteislehre (Hielo Eterno). Horbiger, proponía una nueva cosmogonía en contradicción a Copérnico y Galileo. Decía que en la antigüedad habían existido cuatro lunas, tres de las cuales se precipitaron en nuestro mundo causando cataclismos. “Toda la historia de nuestro planeta, la evolución de las especies y la historia humana encontrarían su explicación en esta sucesión de lunas en nuestro cielo. Dató a Tihuanaco en 14.000 años, y estaba convencido que la ciudadela perteneció a la Atlántida. Dijo que en él se practicó una mítica religión de culto solar anterior a Egipto”. [25] La Logia Thule Gesellschaft, sociedad secreta alemana, fue fundada en 1918 por el barón Rudolf Sebbontedorff. Casi todos los miembros del partido nazi integraron sus filas y fue un pilar fundamental en los inicios del Tercer Reich. Se practicaba la magia ceremonial y la actividad esotérica era intensa. El nombre de la Logia fue tomado de una leyenda nórdica, que decía que la Thule, era una tierra mística y hogar de los arios. La Atlántida hiperbórea o primigenia. [26] “El doctro Willy Ley, el brillante científico investigador de los fenómenos espaciales, que se encontraba en Berlín en aquel tiempo y que huyó de Alemania en 1933, en un ensayo titulado “Las seudociencias bajo el régimen nazi”, describe la formación de la Sociedad del Vril cuya filosofía estaba basada totalmente en el libro de Bulwer Lytton. Decía el doctor Ley, que los miembros de la logia creían tener el conocimiento secreto de la fuerza Vril, y esperaban que ella les permitiera convertirse en los iguales de la raza escondida en el interior de la Tierra. Habían desarrollado métodos de concentración y “un sistema total de gimnasia interna con las que podían ser transformados”. [27] Aldebarán. Estrella a de la constelación de Tauro que, con una magnitud aparente de 1,1, es una de las más brillantes del cielo. También conocida como ojo o corazón del Toro, se encuentra a 53 años luz de la Tierra y tiene una luminosidad 90 veces superior a la del Sol. [28] “Los Gobiernos Aliados siguen ocultando información de la segunda guerra mundial y archivos secretos aún sin clasificar después de sesenta años. Ya comenzado el siglo XXI, más de 300 millones de documentos sobre la Alemania Nazi permanecen retenidos en los archivos secretos de los Estados Unidos, Rusia e Inglaterra”. [29] Periodista mexicano [30] Dice Genovese: “dos ex reyes ya difuntos, un ex rey, vivo aún, dos reyes gobernantes, un ex presidente de América Latina, tres magnates de la industria americana, cuatro ingleses, el fundador de la República Italiana, dos magnates árabes de petróleo y varios acaudalados sudamericanos”, financiaron sus proyectos. Según la versión de Charroux: “provista de importantes recursos financieros, sacados, se dice, del tesoro de guerra de Benito Mussolini y del de Adolfo Hitler, la asociación construyó en la “selva sudamericana” una ciudad subterránea equipada con laboratorios, material y medios técnicos comparables a Cabo Kennedy …” [31] La anti-gravedad [32] “El Papa Pío XI, puesto al corriente del invento de las ondas paralizadoras de 1936, aconsejaría al Duce que Marconi dejara de trabajar en semejantes investigaciones, consideradas satánicas, y destruyera todo el dossier que se refería a ellas. Un año después de estos acontecimientos, el sabio moría de una forma que muchos íntimos conceptúan poco clara, pero debemos pensar que sus colaboradores próximos estaba al corriente de sus trabajos y que poseían una copia del dossier”. [33] “El periódico inglés The Times publicó en 1973 el testimonio de la señora Matilda Millo di Suvaro, hija del almirante italiano Millo, amigo íntimo de Marconi, el cual habría confiado al almirante que, en 1920, captó menajes procedentes del cosmos, probablemente del palneta Marte. Contado por Jacques Bergier en Nostradamus, n.º 61 del 7 de junio de 1973”. [34]“Nikola Tesla alamacenaba todo en su cerebro. Ya en la escuela se destacaba porque resolvía los problemas matemáticos siempre en forma mental y ya adulto, diseñaba sus inventos visualizándolos, y llevándolos a la práctica muchos años después, directamente sin bosquejos previos”. [35] “Su obra abarca más de 700 patentes que incluyen las bases del sistema de televisión, la radio, el microondas y el polémico sistema de defensa estadounidense”. //”Creó también un desintegrador atómico capaz de evaporar rubíes y diamantes. Construyó lámparas de neón sin hilos, que daban más luz que las actuales. Entres sus fabricaciones se cuentan también los precursores de los actuales microscopios electrónicos, la fotografía láser y lo que él llamó la “sombragrafía” que no eran otra cosa que las placas logradas con Rayos X, que mandó en 1895 a Roentgen, el descubridor de estos rayos, quién pudo contastar la similitud de las placas que había logrado, con las que mucho tiempo atrás Tesla usaba. También 75 años antes de que el investigador Kirlian diera su nombre a la máquina capaz de fotografiar el cuerpo eneérgético de seres vivo y plantas, Nikola Tesla experimentaba con ella”. [36] Tesla creía que “ teóricamente era posible transmitir la energía sin necesidad de utilizar ningún tipo de cable a partir de ciertos principios que decían que era posible que la electricidad viajara por aire sin una pérdida significativa de energía. Estos principios son los mismos que hoy permiten la transmisión inalámbrica que utilizamos cotidianamente en un contro remoto normal o en un teléfono celular. Pero la genialidad de Tesla, es haber descubierto que haciendo vibrar la energía a cierta frecuencia, la misma carga eléctrica de la tierra funcionaba como elevador de la tierra aumentando ilimitadamente la energía que llegaba a destino”. En 1893 en la Asociación Nacional de Energía Eléctrica, Tesla declaró: “La idea de trasmitir información en forma inalámbrica es la consecuencia directa de los más recientes logros … Ahora sabemos que las vibraciones eléctricas pueden transmitirse a través de un solo conductor . ¿Porqué no tratamos entonces de servirnos de la Tierra con ese prpósito?. Un punto de importancia sería saber cual es la capacidad inductiva de la Tierra y que carga tendría al electrificarse”. [37] Entre las armas que desarrolló se da cuenta de “un rayo capaz de crear ondas de frecuencia capaces de “partir a la tierra en dos” como si se tratase de una manzana”. Otro proyecto incluía “un artefacto capaz de lanzar un rayo electromagnético a miles de millas de distancia”. Ideó un “haz de ondas electromagnéticas para detectar aviones y submarinos a distancia”, que más tarde fue perfeccionado por los británicos adoptando el nombre de radar. [38] “En 1901 escribió un artículo titulado “Hablando con los planetas”.”/ “Después de su muerte hubo un rumor de que varios ingenieros que trabajaron en el laboratorio de Tesla mantenían contacto con el espacio exterior”. [39] Después de su muerte “la mayoría de sus pertenencias fueron confiscadas por el Custodio de Propiedad de extranjeros (Por qué esta oficina?. Tesla era ciudadano americano), dice el informe del FBI. Se cree que las autoridades naves hicieron copias en microfilm de todos sus papeles”. // “Se dice que después que las autoridades hablaron con Hoover, el entonces director del FBI, y el vicepresidente Wallace, decidieron manejar sus inventos como un secreto de estado. Esto tenía que ver con las invenciones más delicadas de Tesla, tales como el “teleforce” o a lo que se le llama “Tesla Shield”, (escudo Tesla), una especie de misil antibalístico que puede destruir los circuitos electrónicos de misiles o satélites hostiles. Se basa en un paquete de plasma de partículas de alta energía con el que Tesla experimentó en Colorado Springs”. [40] Se había adelantado cinco años a Marconi. [41] Esta idea es sostenida por el explorador y arqueólogo norteamericano David Hatcher Childress. [42] El verdadero gestor de su descubrimiento fue Gabriel D’Annunzio Baraldi, reconocido lingüista ítalo-argentino, ya fallecido. [43] Su situación aproximada la ubican en el estado de Bahía, norte de Brasil, a 1.500 me sobre el nivel del mar. En la región de Chapada Dimantina. [44] Baraldi mencionó la existencia de hachas pequeñas y pedazos de cerámicas vitrificadas [45] Ciudad mencionada en la Biblia donde el rey Salomón mandaba a traer su oro. Se desconoce su ubicación real. Algunos investigadores dicen que su lugar de procedencia se debe buscar en el Continente Americano. [46] Según cuenta Héctor Picco, en su libro “Las pruebas materiales de la tierra hueca”, “tres meses después de la muerte del periodista se comenzó a elaborar un film acerca de su vida que se iba a titular “O caso Brugger”. ... el cineasta Carlos Marques y su esposa Anne Jordan (de nacionalidad norteamericana y también productora del film han estado componiendo desde abril de 1984 una película, a un costo de 30.000.000 de cruzeiros, tomando como base el ya famoso libro de Karl Brugger, y la infausta muerte del escritor. El trabajo se integraría de un largo reportaje de Tatunca Nara en cámaras, más otras indagaciones y avances investigativos sobre el tema. … En Manaus, la pareja se alojó en una casa de veraneo a fin de completar el rodaje de “O caso Brugger”. Estaban en el jardín, escribiendo a máquina un sector del argumento, cuando una mujer mulata se detuvo repentinamente delante de la hoja donde se leía el nombre de Karl Brugger. Con el rostro lívido la “aparecida” preguntó: -¿Qué es esto que Uds. han estado haciendo?-. El director Marques le respondió que estaban terminando un documental sobre el asesinato del periodista y su correlación con Akakor. Ella entonces le aclaró que había sido la mujer de Brugger y sabía muchas cosas con respecto a él. … Cuando Carlos Marques fue a entrevistar a un alto funcionario del Gobierno cuenta que desde adentro se oyó una voz que preguntó, antes de anunciar su presencia: -¿Es el cacique Tatunca Nara?-. El cineasta por supuesto,contestó que no. Después durante la conversación mantenida, ese dirigente estatal le habría confirmado toda la auténtica realidad del príncipe de los Ugha Mongulala. // “El film sólo ha sido mostrado en sesiones privadas en Francia y Alemania, jamás en Brasil”. Cabe acotar que “La Crónica de Akakor” nunca fue editada en Brasil …